segunda-feira, 8 de junho de 2015

Um país arrasado pela crise

Tarde de crise na rua Cel. Pedro Penteado,
em Serra Negra: uma tristeza só

Sei lá o que houve nas outras cidades.

Mas aqui em Serra Negra, a crise pegou pesado neste último feriadão.

Desde quinta-feira as ruas centrais estavam travadas de carros, as calçadas intransitáveis de tanta gente, os bares e restaurantes lotados.

Era crise para todo lado...

Ela só foi embora, deixando Serra Negra com cara de cidade do interior, no domingo à tarde, bem à tarde, quando o grupo de rock Sete Galo começava a tocar seus covers no coreto da Praça João Zelante - a noite chegava, o ar estava mais frio, mas o pessoal continuava, insistente, a tomar sua cervejinha nos botecos, como se a catástrofe anunciada diariamente pelos nossos meios de comunicação fosse uma fantasia.


Ah, um detalhe - as centenas de lojas da Rua Coronel Pedro Penteado, que formam um enorme shopping center ao ar livre, estavam também lotadas.

O que se gastou de sacolas nesse feriadão em Serra Negra não foi brincadeira.

Claro que, se perguntado sobre o movimento desses dias, o comerciante típico de Serra Negra, igual ao empresário típico do Brasil, vai jurar que ele foi um fiasco enorme, que se continuar desse jeito as demissões serão inevitáveis - e que a culpa de toda essa desgraça é da Dilma, do Lula, do PT e dos petralhas.

Empresário, seja micro, pequeno, médio ou grande, é tudo igual - só sabe chorar, só sabe reclamar de impostos, só sabe culpar o governo, o federal, é claro, pela sua própria incompetência.

Há uns meses, quando o calor estava insuportável em Serra Negra, ouvi um desses comerciantes reclamar que as vendas estavam fraquíssimas, claro que por culpa "daquela senhora".

O detalhe: a sua loja estava cheia de roupas para o frio...

A crise está brava, mesmo. 

Não a econômica. 

Essa ainda é pequena, uma bobagem, que será superada em breve.

O problema é a outra crise, a moral, que, entre outras consequências, vai transformando pessoas medianamente inteligentes em completos idiotas. 

Um comentário:

  1. Por coincidência estive no feriado na cidade fluminense de Cabo Frio, onde pude constatar a presença de milhares de turistas em crise, deitados ao sol em profunda depressão. Ao comentar com minha mulher que as pobres moças da praia usavam ínfimos biquinis, por não ter dinheiro para comprar um maiô, levei três beliscões que me doem até agora. É a crise!

    ResponderExcluir