sábado, 4 de julho de 2015

A esquerda burra. Ou canalha.

Não dá para entender essa esquerda que hoje, quando as forças golpistas reúnem todo o seu arsenal para a investida derradeira contra o governo Dilma, fica discutindo platitudes, apontando o dedo para os erros do PT, escrevendo artigos que ninguém lê, à exceção de meia dúzia de seguidores sectários.

Não sei se esse tipo de atitude denota uma burrice exemplar, uma ingenuidade ímpar, ou é apenas sinal de má-fé e canalhice. 

O fato é que, enquanto esses esquerdistas de araque perdem seu tempo criticando aqueles que, pelo menos na teoria, estão do seu lado, o outro lado se fortalece, engrossa suas tropas e toma posição para o assalto final contra a frágil democracia brasileira.

Já passou da hora de esses "revolucionários" empunharem as armas que têm para defender o governo Dilma, que pode, para eles, ser uma porcaria, estar anos-luz de distância do socialismo, ter compactuado com a burguesia etc e tal, mas que é infinitamente melhor do que qualquer alternativa que os reacionários golpistas podem apresentar.

Todo o esforço que essa intelectualidade de meia tigela gasta em suas "análises" de conjuntura seria muito mais útil se fosse dirigido contra os verdadeiros inimigos do Brasil - que todos os cidadãos com meio neurônio sabem quem são.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

E por que não se cumprem as leis no Brasil?

O que não falta no Brasil é lei.

Há lei para tudo.

Dá para enquadrar desde os espertinhos até os mais torpes e violentos criminosos em um monte de artigos dos códigos Penal, Civil, de Defesa do Consumidor...

O problema não é a falta de leis - é o respeito a elas.

O brasileiro é, grosso modo, um ignorante.

Ele ignora desde os seus direitos básicos até aquilo que pode ser punido, por se tratar de uma infração à lei.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Um facho de esperança para São Paulo

"O domingão na Paulista foi a São Paulo do amor"
(Foto: André Tambucci/Fotos Públicas)

Fui embora da capital paulista há um ano e meio, logo depois de acertar com o INSS a minha aposentadoria, antecipada por um daqueles "passaralhos", a gíria dos jornalistas para se referir às demissões em massas que costumeiramente interrompem carreiras, destroem sonhos e machucam corpos e espíritos de jovens e velhos companheiros.

Escolhi morar, no que me resta de vida, no interior do Estado, longe da confusão, barulho, sujeira e violência das grandes cidades.

Residi em São Paulo por 25 anos, tempo suficiente para perceber a sua contínua deterioração, para sentir que a cada dia ela se tornava mais hostil aos seus habitantes.

sábado, 27 de junho de 2015

A incrível aversão dos tucanos às obras de infraestrutura

Várias placas às margens das rodovias estaduais das cidades do chamado Circuito das Águas Paulista informam que as obras de modernização desses caminhos que trazem, semanalmente, milhares de turistas à região, demorariam 18 meses. O problema é que, iniciadas há uns 3 anos, ou seja, o dobro do tempo prometido para seu fim, elas ainda não estão concluídas: em alguns trechos, o asfalto é aquele velho, de mais de 20 anos atrás, o acostamento inexiste, e a sinalização, horizontal e vertical, está em ruínas.

Peguei esse exemplo das estradas nos arredores da cidade onde resido, Serra Negra, porque ele me lembra de um fato, aparentemente inexplicável, que ocorre com a administração tucana, que reina absoluta no Estado de São Paulo por duas longas décadas: a total, absoluta e completa incapacidade de construir obras físicas - além das estradas, linhas de metrô, porto, aeroportos, usinas hidrelétricas, represas, qualquer coisa que tenha cheiro ou lembre cimento, asfalto, concreto.

É incrível! 

Os tucanos, além de outras idiossincrasias, como detestar movimentos populares, sindicatos, professores e pobres em geral, têm uma total aversão a levantar obras de infraestrutura, justamente essas que mais aparecem para os eleitores.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Ivo viu a uva

O fato de ter cruzado a fronteira do meio século de existência há uma década trouxe duas certezas: meu corpo iria me causar mais padecimentos e eu ficaria ainda mais intolerante a respeito de algumas coisas.

Dito e feito.

Sou hoje possuído por uma irritante e constante dor que desce do quadril e vai até a ponta do pé esquerdo, provocada, provavelmente, por alguma deformação na coluna, pobre coluna, massacrada por décadas de má postura, sentado à frente de máquinas de escrever ou computadores.

Esse tipo de incômodo, porém, a gente releva, ou acostuma com ele. Quando se torna um problema mais grave, tipo ficar imobilizado à mercê de uma latência quase insuportável nesse maldito lado esquerdo do corpo, sempre há anti-inflamatórios, corticoides, ou algo que o valha, para amenizar tal aflição.

O pior mesmo, depois de certa idade, é essa sensação de que o tempo corre mais rapidamente, e com isso diminui a nossa paciência com diversas situações do dia a dia - concomitantemente, o limite de tolerância se contrai, tornando mais difícil o "estar no mundo", que implica interagir com o outro, com o contraditório, com, enfim, o que fazem, escrevem e dizem as outras pessoas.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

O inaceitável progresso do país

Festa de São João em Aracaju: festa na região é também econômica
(Foto: André Moreira)
Os adversários, os inimigos mais ferozes, todo esse pessoal que baba ódio e preconceito desde que levanta da cama, pode falar as mentiras que quiser, espalhar os boatos mais cabeludos, inventar as mais absurdas e torpes histórias, que não vão conseguir mudar a realidade: o Brasil era um antes de 2003 e se tornou outro, muito melhor, depois.

Talvez seja porque essa é uma evidência tão incontestável, que os golpes sujos se multiplicam por parte dessa gente saudosa do tempo em que predominava no país o sistema da Casa Grande & Senzala, ou seja, uns poucos tendo todos os privilégios e a imensa maioria vivendo com os restos do banquete da plutocracia.

Quando é feita a comparação econômica entre os dois períodos, então, dá até dó: a surra é homérica.

terça-feira, 23 de junho de 2015

D. Quixote, Napoleão de hospício, ou apenas uma marionete?

Quanto mais leio sobre as coisas que esse juiz Moro anda fazendo, com a ajuda de delegados da Polícia Federal e procuradores do Ministério Público, mais me convenço de que toda essa crise política e econômica seria resolvida se, no Brasil de hoje, houvesse gente com um mínimo de coragem, de culhões, ou mesmo de vergonha na cara, para dar um basta nesse bando de tresloucados.

É mais que evidente que as ações e decisões do juiz atentam contra o Estado de direito.

Qualquer criança escolarizada sabe que não se pode prender as pessoas porque um bandido as alcagueta.

Em português claro, acusar o outro sem provas não passa de fofoca, boato.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Os caguetes, esses heróis!

Esta não é propriamente uma crônica, apenas a reprodução de alguns versos de sambas imortalizados pelo grande Bezerra da Silva, um dos maiores filósofos populares do Brasil, em homenagem à figura do alcagueta, ou se quiserem, dedo-duro, cagueta, informante, delator, entregador ... tão popular e tão estimado hoje em dia em nosso país - a ponto de se transformar no mais perfeito instrumento de investigação policial e inestimável ajudante, parceiro, amigo de fé e irmão camarada de juízes sem juízo, mas de firmes propósitos dubiamente revelados.

Canta, Bezerra!

sábado, 20 de junho de 2015

E o que virá depois do apocalipse?

O instituto Datafolha divulga pesquisa na qual o governo da presidenta Dilma aparece com 65% de rejeição (ruim ou péssimo), apenas 10% de ótimo ou bom e 24% de regular - 1% não souberam responder. 

Soam as fanfarras oposicionistas, festejando o índice negativo equivalente ao de Collor pré-impeachment.

Ao mesmo tempo em que tal pesquisa prenuncia o fim do governo - que mal começou -, os ataques aos "petralhas" partem de todos os cantos - parlamentares, imprensa, Judiciário, forças policiais.

Segundo a mais famosa revista de fofocas políticas do país, a prisão do ex-presidente Lula é iminente.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A falta que faz uma oposição de verdade


Quanto mais leio o noticiário político, mais sinto a necessidade de o Brasil contar com uma oposição séria, de verdade, não esse bando de oportunistas, picaretas em grau variado, que tenta defenestrar o governo trabalhista do Palácio do Planalto na base do grito.

Toda democracia forte se constrói com uma oposição de princípios ideológicos profundos.

Desde o fim da ditadura militar até 2003 o PT foi oposição. 

Muitas vezes, inconsequente.

De uma coisa, porém, o partido não pode ser acusado: todo mundo conhecia a sua linha ideológica, seus próceres nunca esconderam a simpatia pelo socialismo, embora não soubessem - e até hoje há dúvidas quanto a isso - que tipo de socialismo queriam.

O PT sempre foi um saco de gatos, abrigando cristãos, trotskistas, marxistas-leninistas linha dura, sindicalistas, pessoas de toda linha de pensamento político da esquerda, enfim - as chamadas "tendências".

Com a vitória de Lula, foi feito um pacto com o empresariado, agronegócio, setor financeiro, partidos de centro-direita, para que o governo tivesse um mínimo de governabilidade.

O PT claramente deixou de ser socialista para se tornar uma agremiação na linha da social-democracia escandinava.