quinta-feira, 28 de maio de 2015

O "padrão Fifa" e o time do Eliezer

Há pouco tempo, todos se lembram, muita gente exibiu cartazes nas ruas pedindo "padrão Fifa" para a educação, a saúde, o pãozinho francês...

A Fifa parecia, para essa gente, o suprassumo da eficiência, a maior garantia de qualidade para qualquer coisa, isso porque a manda-chuva do futebol mundial estabelece, para os estádios em que se joga a Copa do Mundo, padrões mínimos de conforto, segurança e infraestrutura de comunicações.

Pois bem, hoje, o que era apenas uma desconfiança para muitos, se torna quase uma certeza - o tal "padrão Fifa" não passa de um conjunto de maracutaias, crimes fiscais, corrupção da grossa, coisa típica de gângsteres dos filmes hollywoodianos.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Congresso Nacional é apenas um retrato do país

A Câmara, decidindo o futuro do Brasil: pobre de nós...
(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, dizem várias fontes, foi finalmente derrotado, ao ver os dois principais pontos da reforma política que colocou, de afogadilho, em votação ontem, terça-feira, 26 de maio, o chamado "Distritão" e o financiamento empresarial de campanha, serem rejeitados. 

Menos mal que isso tenha ocorrido.

O fato, porém, é insuficiente para mudar a minha opinião sobre esse Congresso, formado pela fina flor do conservadorismo nativo, uma conjunção inimaginável de preconceituosos, analfabetos, reacionários e picaretas de todos os tipos e matizes.

O dia a dia do Brasil num e-book gratuito


Edito este blog desde 2007. De lá para cá, publiquei mais de 2.300 crônicas, alguma datadas e outras que se mantêm atuais.

Para facilitar o acesso àquelas que, a meu ver, são, por um motivo ou outro, mais interessantes, fiz uma coletânea, no formato de um e-book, ao qual dei o título de 'País Calmoso e Hereditário". 

São 132 textos sobre política, economia, cultura, artes, futebol e outros temas do cotidiano brasileiro, disponíveis para download gratuito nos seguintes endereços:

www.divertudo.com.br/ebook/PaisCalmoso.pdf
www.divertudo.com.br/ebook/PaisCalmoso.epub

"País Calmoso e Hereditário" é meu segundo livro. O primeiro e-book, com 50 minicontos, chamado "O Riso Frouxo do Homem Insignificante", foi publicado em 2009 e também está disponível pata download gratuito, no endereço
www.divertudo.com.br/ebook/ebook-do-motta.pdf 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Democracia não é problema, é solução

O Brasil é uma democracia jovem, imatura e defeituosa.

Mas, graças ao esforço de muitos, é uma democracia.

E só isso já é suficiente para colocar o país lá no topo, na comparação com as outras nações.

Manter uma democracia não é para qualquer um.

É preciso um povo suficientemente educado, esclarecido, com tradição na prática da cidadania, para resistir às tentações totalitárias que surgem quando as coisas não andam bem.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Censura, autocensura e o vale-tudo da imprensa

"Acordos entre Brasil e China afetam só 4 setores", dizia o título na homepage do UOL. 

Achei estranho, já que pensava que os entendimentos entre os dois governos eram uma notícia positiva. Curioso, fui ler o texto todo e, como imaginava, o redator da capa do UOL havia cometido um erro grosseiro, ao atribuir ao verbo afetar o sentido de causar efeito.

Ou seja, parecia que ele não tinha a menor ideia do que estava escrevendo.

Para tirar qualquer dúvida que restasse, recorri ao Caldas Aulete.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Um retrocesso chamado voto distrital

A turma do atraso, depois de aprovar a terceirização das relações trabalhistas, tenta emplacar, sob o mágico nome de reforma política, o voto distrital, uma das mais profundas formas de retrocesso sociais de que se tem notícia.

Essas pessoas vendem o voto distrital como se ele fosse o exemplo acabado de Justiça. Com ele, alegam, acaba esse negócio de um Enéas, algum candidato qualquer "puxador de votos", acabar elegendo, na esteira de sua popularidade, outros companheiros de legenda inexpressivos, como a atual legislação eleitoral permite.

O brasileiro, essa besta-fera

O sociólogo espanhol Manuel Castells explicou, resumidamente, na entrevista publicada na Folha, o que se vê hoje no Brasil, esse clima de violência instigado por alguns e praticado por outros tantos, virtual e pessoalmente:

"Eu não creio que no Brasil, com a internet, exista mais agressividade no debate. O Brasil sempre foi agressivo. Nos tempos da ditadura, no final dos anos 60, anos 70, o debate não só era agressivo como se torturavam pessoas diariamente com impunidade.

"A imagem mítica do brasileiro simpático existe só no samba. Na relação entre as pessoas, sempre foi violento. A sociedade brasileira não é simpática, é uma sociedade que se mata. Esse é o Brasil que vemos hoje na internet. Essa agressividade sempre existiu.

"A única coisa que a internet faz é expressar abertamente o que é a sociedade em sua diversidade. Trata-se de um espelho."

Não é necessário, porém, ser nenhum doutor em sociologia para chegar à conclusão a que Castells chegou.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O emparelhamento da máquina, quem diria, nos levará ao buraco...

Nem tudo é negativo nessa onda reacionária que sacode o Brasil.

Ela, ao menos, é capaz de fazer a gente se sentir menos ignorante - já que existem outros muito mais ignorantes que nós.

É, por exemplo, o caso da ex-atleta conhecida por "Ana Paula Volei" nas redes sociais.

No Twitter ela se apresenta como "brazilian pro-volleyball player, 4 Olympic Games,architect-to-be @ UCLA e mãe do Gabriel. Atualmente mto revoltada e completamente indignada com tanta corrupção". 

Pelas suas postagens, conclui-se que é uma crítica feroz do governo federal, do PT e dos "petralhas" em geral.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

O patético ataque dos robôs

Dou uma espiada no Twitter e vejo centenas de publicações denegrindo o indicado da presidenta Dilma, Luiz Edson Fachin, para o Supremo Tribunal Federal.

Todos contra Fachin - é impressionante!

Seria ainda mais incrível se todo o rebuliço fosse causado por pessoas de verdade, e não por "robôs" criados e manipulados por profissionais.

Profissionais, logicamente, pagos, muito bem pagos. 

Pagos por quem? - é essa a questão fundamental dessa história.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Os velhos e distantes companheiros

Quase toda vez que leio, nas redes sociais, algum comentário de um amigo de longa data, um daqueles que conheço desde a infância ou com o qual passei junto a adolescência, me dá uma tristeza enorme. 

É que, com raras exceções, percebo que quase nada mais tenho em comum com ele, pelo menos no campo ideológico.

Em outras palavras, descubro que aquele camarada de quem era próximo, agora sessentão não passa do mais completo reacionário, exatamente o tipo que nós, quando jovens, abominávamos.