terça-feira, 30 de setembro de 2014

Aprofundar a mudança ou voltar no tempo?

A campanha eleitoral para a Presidência da República deste ano seguiu, mais ou menos, o padrão das anteriores.
Como de costume, o eleitor pouco sabe o que pensam os candidatos sobre temas tão importantes para o dia a dia como a saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública, moradia, programas sociais - só para citar alguns.
E isso apesar da enxurrada de debates e das tais "sabatinas" promovidas por emissoras de rádio e televisão, portais da internet e pelos jornalões.
Nesses eventos, ganharam destaque outras questões, bem mais ao gosto do tipo de jornalismo que se pratica no Brasil.
O baixo nível cultural de alguns candidatos também contribuiu para que os debates pouco ajudassem na educação política do eleitorado.
Temas como a independência do Banco Central ou o destino da Petrobras são, sem dúvida, importantes, mas se situam fora da compreensão do eleitor médio.
Também é inútil o candidato oposicionista bradar contra a corrupção, atribuindo a si uma ética que todos sabem que ele não pratica.

sábado, 27 de setembro de 2014

O sorriso do Geraldo





O sorriso do Geraldo é demais!
Desde jovem, o Geraldo contagia todo mundo.
É impossível resistir ao sorriso do Geraldo.
Ele transmite alegria, intimidade, liderança, força e humildade.
É sincero o sorriso do Geraldo.
Por isso o paulista o adora - o Geraldo e o seu sorriso.
Homem simples, homem honesto, homem do interior, o sorriso do Geraldo resume as qualidades de quem nasceu e foi criado nesta terra dos bandeirantes - homens rijos, cordatos, destemidos e empreendedores.
O sorriso do Geraldo é um alívio para os dias tristes e uma benção para os dias alegres.
Com o seu sorriso, o Geraldo nos passa uma lição de vida - querer é poder!
O Geraldo venceu graças ao seu sorriso, esse sorriso de quem acorda e dá graças ao criador por este mundo ser tão belo, tão justo e tão perfeito.
O sorriso do Geraldo é isso, um resumo das maravilhas do universo.
Faça chuva, faça sol, o Geraldo nunca tira o seu sorriso do rosto.
É um exemplo para os pessimistas, um norte para os derrotistas.
O sorriso do Geraldo nos encanta e nos enfeitiça.
O sorriso do Geraldo nunca será trocado por um risco fino na face, denotando amargura, arrependimento, melancolia ou derrota.
O sorriso do Geraldo é um escudo formidável contra as flechas da intriga e da mentira, disparadas pelos seus inimigos.
Sem o seu sorriso, o Geraldo ficaria completamente nu.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jovens paulistanos rejeitam partidos políticos, sindicatos e a PM

Segundo a pesquisa,49,82% dos jovens
paulistanos não confiam na PM
(Foto: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas)
Anos e anos de demonização por parte dos meios de comunicação conseguiram incutir no brasileiro em geral e principalmente nos jovens a falsa ideia de que nenhum político presta, que os partidos são desnecessários e que a própria atividade política, essencial nos modernos regimes democráticos, é algo para ser evitado.
Amanhã, quinta-feira, 25 de setembro, a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) vai apresentar os resultados da pesquisa O Jpvem e a Política na Cidade de São Paulo: Confiança e Participação nas Instituições, cujos resultados já eram previsíveis: uma grande descrença em organismos essenciais para o funcionamento adequado de nossa sociedade. 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

O ódio ao PT beira a idiotia

Pergunte para qualquer dessas pessoas que querem acabar com a raça do PT o motivo de tanto ódio.
Em 101% dos casos, a resposta será do tipo "o PT só rouba" ou "o governo é corrupto".
Nenhum dado econômico ou social sobre o Brasil será apresentado.
Porque não há como contestar os avanços que o país experimentou, em todas as áreas, nessa década de governo trabalhista.
O ódio ao PT parte, essencialmente, das camadas mais ricas da população, de porção da classe média e, em menor escala, dos mais pobres, sugestionados pela guerra de desinformação montada pela oligarquia, que inclui praticamente todos os meios de comunicação e seitas religiosas que se confundem com organizações criminosas.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A desigualdade continua em queda no Brasil

Marcelo Néri: indicadores antecedentes
 mostram que a queda da desigualdade continua
(Foto: Elza Fiúza/ABr)
Uma matéria da Agência Brasil ajuda a esclarecer alguns dados sobre desigualdade desta última PNAD, que os jornalões apresentaram como péssimos, claro que com o objetivo de intensificar o bombardeio contra o governo trabalhista. 
Os ministros da área social do governo esclareceram didaticamente a questão.
A matéria é essa:

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

São Paulo sem água, tragédia e crime

A inércia do paulista e de suas autoridades em relação ao colapso no fornecimento de água é algo inédito na história do país.
Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe o que vai acontecer em breve, muito breve: não faltará água apenas nas residências para tarefas essenciais como tomar banho, cozinhar, dar descarga nos vasos sanitários, lavar roupa, mas também - e isso é o mais importante - indústrias, estabelecimentos de serviço e o comércio ficarão impossibilitados de trabalhar.
Sem trabalho, ou mesmo trabalhando a meia força, haverá queda na produção e desemprego em massa.
Que se espalhará pelo Brasil todo.

domingo, 14 de setembro de 2014

O jogo de cena do coitadismo

Votei pela primeira vez em 1974. 
Lá se vão, portanto, 40 anos. Depois desse voto, não houve uma eleição sequer que não acompanhasse com a intensidade que tais eventos merecem de todo e qualquer cidadão interessado no destino de seu país.
E pelo que lembro, não houve nenhuma eleição em que os candidatos ficassem explicando, cândida e didaticamente, seu programa para os eleitores.
Ao contrário, em todas elas, o pau quebrou, houve embates fortíssimos entre os favoritos, chutes à profusão abaixo da cintura, baixarias homéricas.
E isso se justifica.
Eleição é uma guerra.
Quem entra nessa disputa sabe o que vai encontrar. 
Não pode esperar ganhar se vai à luta armado com um estilingue - sabendo que seu adversário está pronto para disparar salvas e mais salvas de tiros de canhões sobre suas ideias, seu discurso, sua família, sua vida...