domingo, 2 de agosto de 2015

A força da democracia

Os danos causados pelo atentado à sede do Instituto Lula não pode, como querem alguns porta-vozes da extrema direita, serem reduzidos a um "buraquinho" na porta de aço do edifício. 

Nem, tampouco, deveria ser escondido do noticiário, como fazem os jornalões.

Ou, como sugere o palavrório das autoridades, ficar esquecido em montes de inquéritos empoeirados de uma repartição policial qualquer.

Fingir que tudo não passou de uma ação de tresloucados, ou da molecagem de vadios, ou mesmo de ação de inconformados, é o caminho mais fácil para levar o país a um cenário que não interessa a ninguém, nem aos inimigos dos trabalhistas, nem ao governo central e aos partidos que dele fazem parte, e nem, principalmente, ao todo da sociedade.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O brasileiro e a corrupção, um caso de amor

A corrupção está em moda.

Só se fala dela.

Todo mundo jura que a odeia, que a abomina.

E vaticina que, se ela não for exterminada, liquidada e esquartejada, o Brasil não sairá deste seu status miserável de paiseco de quinta categoria.

(Antigamente falavam isso da saúva - "ou acabamos com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil". A saúva continua aí, firme e forte...)

Quem, como eu, porém, já viveu mais de meio século, sabe, infelizmente, que o fim da corrupção é um objetivo tão distante quanto o homem, com a tecnologia de que dispõe, colonizar qualquer outro planeta do sistema solar, ou mesmo a pequenina Lua.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Haddads e Datenas

São Paulo, a capital, não é para os fracos. 

Ou para aquelas pessoas que gostariam de viver num menos violento, mais amigável, um local com seres humanos tolerantes uns com os outros, que respeitassem as diferenças e dessem oportunidades para que todos pudessem desenvolver as suas habilidades - e construir seus sonhos.

São Paulo é feia, fedida, violenta, nada hospitaleira, embrutecedora.

Tem muito mais defeitos que virtudes.

Mesmo assim, milhões de pessoas a habitam, passam suas vidas inteiras nelas, trabalham e estudam, formam famílias, relevam o sofrimento diário de perder horas espremidas num vagão de metrô ou num ônibus ou num carro qualquer, porque o homem tem essa capacidade de se adaptar a qualquer meio, por mais inóspito que seja.

São Paulo poderia ser outra se não tivesse sido governada por prefeitos sem nenhuma visão, nenhum compromisso com a população, nenhuma vocação de estadistas, nenhum interesse na coisa pública - e todo o interesse em favorecer certos grupos privados.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Agropecuária brasileira quer conquistar a Rússia

Já que a imprensa brasileira trocou a sua função de informar a sociedade pela obsessão de defenestrar os trabalhistas do Palácio do Planalto e, se possível, exterminá-los da vida política, a notícia tem de ser buscada em fontes alternativas. Felizmente a internet está aí, cada vez mais forte e diversificada. 

E é num dos vários bons sites informativos estrangeiros, no caso o russo Sputnik News, que se encontra uma entrevista com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, na qual ela fala das enormes oportunidades que o mercado russo oferece ao Brasil, principalmente neste momento em que aquele país sofre um embargo comercial comandado pelos Estados Unidos e seguido por várias nações ocidentais.

Notícias como essa dificilmente são publicadas pela "imprensa" brasileira, já que não servem para detonar os "petralhas".

O título da entrevista é bem sugestivo: "Eles não querem vender, mas nós queremos".

A seguir, a sua íntegra:

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Que tal uma discussão séria sobre a locomoção urbana?

A guerra deflagrada no Brasil para defenestrar os trabalhistas do Palácio do Planalto iniciou uma nova e incrível batalha, depois que a prefeitura paulistana, sob direção petista, diminuiu os limites de velocidade nas avenidas marginais da cidade - uma medida até certo ponto polêmica, mas perfeitamente justificável e alicerçada por laudos técnicos.

A histeria toda em torno da medida é amplificada por pessoas que aproveitam qualquer oportunidade - esfriou, choveu, o Sol saiu - para desancar os malditos petralhas - cá entre nós, essa é uma tática bem manjada de "agitprop" para disseminar na sociedade a ideia de que todos os males do país, todas as vicissitudes enfrentadas pelo seu povo, têm como origem o ano de 2003, quando Lula assumiu a presidência.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Quem tem pressa come cru

Observo de longe essa nova polêmica paulistana, sobre a redução da velocidade nas marginais, e cresce em mim a convicção de que São Paulo, a capital, não tem mais jeito, seu destino é ser mesmo essa cidade horrível de se viver, feia, fedida, desumana, caótica, cheia de gente sem a menor consideração pelos outros.

Claro que 90% desses xingamentos todos ao prefeito Haddad fazem parte da luta política, para desqualificá-lo, desmoralizá-lo e impedi-lo de ser reeleito.

A gente sabe que se ele fosse de outro partido, grande parte dessas pessoas que estão contra a medida estaria falando bem dela...

terça-feira, 21 de julho de 2015

Enfim, um empresário que propõe saídas para o Brasil

De vez em quando surge um empresário que diz coisa com coisa, não fica reclamando da situação e pedindo que o governo o ajude a consertar os seus erros administrativos e o salve da morte por incompetência. 

É o caso de José Vilmar Ferreira (foto)fundador e presidente do Grupo Aço Cearense (GAC), no mercado há 35 anos e líder do setor nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que escreveu o artigo intitulado "Crise política e desequilíbrio da economia", no qual alerta sobre os equívocos da atual política econômica do governo Dilma, mostrando, principalmente, os perigos da combinação juros altos e real desvalorizado.

"Na atual conjuntura, seria coerente estabelecer um valor ideal para o dólar, de maneira que compensasse a queda dos preços médios das commodities, e impedir a alta volatilidade do câmbio, para evitar especulações desenfreadas", escreve o empresário.

Nestes tempos em que se substitui críticas sérias ao governo por xingamentos os mais baixos possíveis, o artigo de José Vilmar Ferreira é muito bem-vindo, concordemos ou não com ele.

A seguir, a sua íntegra:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A crise, real, no tempo do professor Bonilha

Lá pelo ano de mil novecentos e nada, quando Jundiaí era uma pacata cidade do interior paulista, a meninada que concluía o que se chamava então de curso primário, tinha duas opções se quisesse continuar os estudos: fazer o ginasial e, posteriormente, o colegial, correspondentes ao segundo grau de hoje, em escola pública ou particular. 

A diferença, brutal, dos dias atuais é que, naquele tempo, a escola pública era muito melhor que a particular. 

E Jundiaí tinha apenas três escolas públicas que mantinham o segundo grau: Ana Pinto Duarte Paes, Geva (Ginásio Estadual da Vila Arens) e Instituto de Educação Experimental Jundiaí.

Entrar num desses três colégios não era fácil.

sábado, 18 de julho de 2015

A dupla vida do Enoque e a guerra suja contra Lula

Muito tempo atrás, quando começava no jornalismo e seguia o repórter fotográfico Vladimir José Gropelo nas suas andanças em busca de notícias policiais na então pacata Jundiaí dos anos 1970, acabei escrevendo uma matéria que parecia saída de um romance.

Vou resumi-la: a polícia havia prendido o chefe de uma quadrilha que andava barbarizando a região, tendo assaltado vários comerciantes e matado um deles. Acontece que o sujeito, que, se não me engano se chamava Enoque, tinha vida dupla, pois era um respeitável pai de família, vendia a conceituada Enciclopédia Britânica, e estava prestes a receber o título de "Cidadão Jundiaiense" na Câmara Municipal.

O indivíduo foi julgado, condenado e ficou preso alguns anos. Por coincidência, sua família morava na mesma rua em que vivi por mais de 20 anos. Em liberdade, voltou para lá, para a mulher e os filhos, e até eu me mudar, ao que consta, viveu como um cidadão normal.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A rádio que forja a notícia

Quer dizer então que a rádio Jovem Pan, segundo denúncia da revista Piauí, cobrava R$ 10 mil da prefeitura paulistana comandada por Gilberto Kassab, para cobri-la de elogios?

Passei parte de minha vida ouvindo a Jovem Pan, principalmente os seus programas esportivos.

Deixei de fazer isso depois de uma conversa, anos atrás, com um colega jornalista que trabalhou na emissora. 

Já tinha percebido que os seus "repórteres" puxavam a sardinha para o lado de alguns times e desciam o cacete em outros, principalmente no meu Palmeiras.

Estranho...