sábado, 19 de abril de 2014

Rostos maquiados, vozes treinadas, impostores

Passo os olhos pelo noticiário destes dias em que o país está parado.
Leio que o senador Álvaro Dias diz que o plano da oposição é alimentar a imprensa de notícias contra o governo Dilma - e o PT.
Leio também que Eduardo Campos mudou-se com sua família para São Paulo e pretende na sua campanha para a Presidência da República firmar-se como o continuador da obra de Lula e implacável crítico da presidenta Dilma.
As duas notícias resumem o momento político do país.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Gabriel Garcia Márquez e a importância dos inícios

Gabriel Garcia Márquez dizia que uma das chaves de um bom romance é o seu começo, o parágrafo inicial.
É ele que cativa o leitor para o que vem a seguir.
Garcia Márquez caprichava em seus inícios.
Se bem que o esmero de sua escrita fluía magistralmente por todos os seus livros.
"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano 
Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo."
Esse é o início de sua obra-prima, "Cem Anos de Solidão".
O que se segue ficou conhecido como "realismo mágico" - os homens têm essa mania de classificar tudo.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os quintas-colunas

Na ânsia de defenestrar os trabalhistas do Palácio do Planalto, a oposição se vale de um expediente altamente condenável.
Confunde a crítica às políticas governamentais, às suas medidas e ações, o que é plenamente válido, com o achincalhe das instituições e dos símbolos nacionais.
O que faz com a Petrobras, só para dar um exemplo, nada mais é que atacar o próprio país.
Isso porque não existe uma empresa que mais representa o Brasil, a sua criatividade, a sua potencialidade, a sua própria cultura, do que a Petrobras.
A Petrobras é mais que uma empresa - é um símbolo deste Brasil que hoje já ocupa um lugar entre as mais poderosas nações do planeta.
Sua notável trajetória, seu posição entre as maiores petroleiras do mundo, a sua expertise técnica, seus admiráveis recursos humanos, a sua extraordinária importância como polo gerador de empregos, de tecnologia e de inovação, deveriam ser louvados por todos os brasileiros - e principalmente pelos representantes do Poder Legislativo de todos os níveis.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Flerte com a insensatez

Publiquei neste espaço, dia 24 de março, uma croniqueta com o título "Pra Frente, Brasil", uma provocação para lembrar os disparates ditos e escritos pelos extremistas de direita, esse bando de dementes que não se conforma com os rumos que o país tomou depois de 2003 e quer, de todas as maneiras, botar a nau no rumo do mais completo e absoluto desastre.
Elenquei, no texto, como disse, "uma pequeníssima amostra do que pregam esses notáveis renovadores, esses impolutos profetas dos novos tempos, muitos com títulos pomposos da Academia, incensados, louvados e glorificados pela imprensaempresa que nos mostra o mundo sob a óptica dos alucinados:

terça-feira, 15 de abril de 2014

Achincalhar a Petrobras, uma temeridade

Essa campanha que a oposição, em conluio com a midiazona, está fazendo contra a Petrobras pode ser explicada de várias formas.
A leitura mais fácil é de que se trata, tão somente, de luta eleitoral.
Aécio, Dudu Beleza e assemelhados pretendem, com todo o bombardeio, desgastar a imagem do governo federal - e, principalmente, da presidente Dilma, candidata à reeleição.
Até aí, nada de demais.
Todos sabem que a oposição é incapaz de apresentar o mais tênue indício de uma proposta que possa melhorar as condições do povo brasileiro, "ir além", como gostam de falar, do que vem fazendo o governo trabalhista.
Ou alguém acha realmente que "medidas impopulares" como as que Aécio e seus gurus sugerem - arrochar salários é a mais óbvia - serão capazes de "fazer mais" pelo Brasil?
Ah, tenha dó...

domingo, 13 de abril de 2014

A Globo, uma lembrança quase apagada

Depois que descobri a internet, só uso a televisão para ver jogo de futebol, especialmente os do Palmeiras, sem som, filmes gravados em dvds e outros pinçados do Youtube - nesse caso, a tela de 37 polegadas funciona como monitor do notebook.
Não vejo novela da Globo desde os anos 80. 
Minha memória guardou apenas alguns fragmentos desses programas, como aquela mulher gordíssima, a dona Redonda, interpretada pela Wilza Carla em "Saramandaia", ou o Odorico Paraguaçu de Paulo Gracindo em "O Bem Amado".
Mas são apenas flashes que passam pela cabeça.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

FHC, a esquerda e a direita

A frase mais espetacular dos últimos dias foi a do ex-presidente FHC. Segundo os jornalões - e eles não mentem jamais -, nosso personagem afirmou, num debate no Museu de Arte do Rio o seguinte: 
“Hoje, se disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!” 
Há quem jure que FHC fez uma blague.
Não é o seu estilo.
Ele costuma dar recados sérios à sua audiência, mesmo que, algumas vezes, como agora, eles sejam difíceis de engolir.
De certa forma, porém, foi até bom o nosso imortal ter dito que é de esquerda.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O novo Alckmin pode morrer pela boca

Nestes últimos dias o governador paulista, Geraldo Alckmin, incorporou um personagem que nem de longe lembra o verdadeiro Alckmin.
O de agora é uma ficção. Gosta de aparecer, de dar entrevistas, ao contrário do Alckmin real, que se esconde de tudo e de todos, que some em momentos de crise, que sofre ao ver um repórter, mesmo aqueles cujo trabalho se limita a reproduzir, muitas vezes com incorreções, o que dizem as "autoridades".
É óbvio que o novo Alckmin boquirroto está trajando as vestes do candidato à reeleição.
Como tal, segue fielmente a cartilha oposicionista, um grosso livro cujo conteúdo se limita a uma só frase, a receita infalível para quem não tem programa, ideias ou propostas para o Brasil:
"Em qualquer circunstância, fale mal do governo Dilma e do PT."