sábado, 25 de outubro de 2014

Retalhos de uma eleição desigual

A mídia e a lavagem cerebral 
O que a mídia vem fazendo no Brasil há mais de 10 anos é lavagem cerebral. O objetivo: demonizar o PT e seus dirigentes. Exatamente como na Alemanha nazista faziam com os judeus. 
É a aplicação da máxima do infame Joseph Goebbels: "Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade." 
Além da mídia nazista, contribuem para essa lavagem cerebral esses estelionatários, picaretas e bandidos que se dizem "pastores" ou "bispos" de seitas religiosas variadas, que só fazem roubar os pobres de espírito e inculcar neles ódio, preconceito e mais ignorância.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Os perigos do terceiro turno

Basicamente, há duas linhas de pensamento para o terceiro turno, já anunciado pelos tucanos, em caso de vitória de Dilma:
1) A presidenta deve tentar acalmar os ânimos dos oposicionistas;
2) A presidenta deve partir para cima deles com tudo.
O terceiro turno significa que a  oposição não vai aceitar a derrota e vai jogar todas as fichas num processo de desestabilização do governo reeleito, apelando até para um processo de impeachment, tendo como justificativa a "roubalheira" da Petrobras.

Dicas para perder uma eleição

1) Se seu adversário for mulher, trate-a mal, levante o dedo para ela no debate da TV, chame-a insistentemente de "leviana" e mantenha sempre um sorriso irônico;

2) Não responda se for acusado de distribuir empregos para seus parentes quando exerceu cargo público;

3) Não responda se for acusado de construir, com dinheiro público, obras em propriedades de seus parentes - aeroportos inclusive;

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Esse povinho que não sabe o seu lugar...

Ouço as mais esfarrapadas desculpas para o voto anti-PT.
"É preciso acabar com a corrupção."
"O Brasil está virando uma Venezuela."
"A vida piorou muito com o PT."
E por aí vai.
Sem ter, porém, o título de "cientista social" que alguns exibem para justificar arrazoados que não passam de peças publicitárias, ouso afirmar, com base apenas na percepção, que todas essas justificativas são totalmente falsas.
O fato é que a nossa classe média alta, os ricos e mesmo muitos da classe média, mas média mesmo, detestam o PT justamente pelo bem que as suas políticas sociais e econômicas fizeram ao país.
Explico melhor: o sentimento de classe social, de casta, é tão arraigado nessas pessoas, que elas não toleram que os mais pobres ascendam socialmente.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

As sequelas de uma eleição

Dilma: se for reeleita, trabalho dobrado
(Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13)
Não sei quem vai vencer esta eleição presidencial. Mas tenho a certeza de que, seja quem for, terá uma missão árdua pela frente. E não me refiro aos problemas estruturais do país, suas carências na educação, na saúde, na infraestrutura em geral, nos indicadores sociais - em quase tudo, em resumo.
A maior dificuldade do novo governo, seja o segundo de Dilma ou o de Aécio, será evitar que o Brasil fique irremediavelmente rachado nessa polarização entre trabalhistas - ou a esquerda e a centro-esquerda - e os neoliberais, incluindo nesse agrupamento radicais de direita e neofascistas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pesadelo em Serra Negra na manhã quente de domingo

Manhã ensolarada e muito quente neste domingo. 
Tomamos, eu e minha mulher, o café da manhã no Bar Santos, tradicional em Serra Negra. 
E observamos o movimento dos turistas que vão enchendo o centro da cidade. São muitos - casais, famílias, senhoras e jovens. 
E os indefectíveis motoqueiros com aquelas inacreditáveis roupas de couro.
O comércio de Serra Negra, cidade do chamado Circuito das Águas Paulista - com cada vez menos água... - vive, basicamente, do movimento dos turistas. Nos fins de semana, milhares deles vão à cidade fazer compras.
Eles também lotam os hotéis do centro e garantem a sobrevivência de dezenas de pousadas na região rural da cidade.

sábado, 18 de outubro de 2014

Quem vota em um desqualificado...

Grande parte dos eleitores de Aécio Neves é bem informado. Ou deveria ser, pois pertence à classe média que lê jornais, navega na internet e assiste à televisão. Ocorre que seu candidato, pela primeira vez em sua longa vida política, está sendo mostrado como verdadeiramente é: moralmente desprezível e administrativamente incompetente.
Quebrada a férrea blindagem midiática que construiu em torno de si, é possível ver que Aécio não passa de um produto de marketing como tantos outros que foram oferecidos ao eleitor brasileiro ao longo dos anos - qualquer semelhança com o "caçador de marajás" não é mera coincidência...
Mas o que leva, então, essa classe média que se pretende bem informada, já sabedora de todas as falcatruas em que seu candidato se meteu, conhecedora de sua personalidade arrogante de playboy mimado, de seu desprezo pelas mulheres e seu apreço pela vida noturna - com todas as suas tentações - a insistir em votar nele?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O rei Aécio está nu

Eleições em geral costumam apresentar candidatos de todos os tipos, de aventureiros a intelectuais. A presidencial, pela sua importância, é a que mais visibilidade traz a essas pessoas. Ilustres desconhecidos, como o barbudo Enéas, por exemplo, se tornaram figuras nacionais graças a um único bordão, repetido milhares de vezes na propaganda eleitoral.
No 1º turno da eleição deste ano os brasileiros puderam conhecer Luciana Genro, Eduardo Jorge, Levy Fidelix e o pastor Everaldo. Cada um pôde, nos debates televisivos e na propaganda gratuita, dizer quem era. 
Houve, porém, um candidato que praticamente ficou desconhecido da maioria do público, já que, por causa da morte de Eduardo Campos, a campanha ficou polarizada entre a presidenta Dilma e Marina Silva.
Dessa forma, Aécio Neves se beneficiou do mesmo tipo de (anti)marketing que catapultou a carreira política do inexpressivo Geraldo Alckmin: ficar, sempre que possível, fora dos holofotes, fora das polêmicas, agir nas sombras, falar o menos possível.