quinta-feira, 31 de julho de 2014

São Paulo é um outro planeta

Não, não é um deserto, é a represa do Jaguari, em São Paulo
(Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)
Embora morando a 150 km da capital paulista há seis meses, ainda procuro, sempre que posso, ter notícias da vida na metrópole. 
E pelo noticiário dos jornalões fico sabendo que os bares da badalada Vila Madalena já estão servindo bebidas em copos de plástico, por causa da falta d'água. Também leio que várias outras regiões da cidade sofrem do mesmo problema. 
Mas o interessante em tudo isso - diria até o contraditório - é que, segundo os jornalões, tudo parece estar na mais perfeita normalidade em São Paulo no que refere ao abastecimento hídrico.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os empresários entram na campanha eleitoral

Os empresários brasileiros começam a se movimentar na campanha eleitoral, principalmente a de presidente da República. 
Matéria da Agência Brasil informa que a poderosa CNI, a Confederação Nacional da Indústria, tem uma agenda de reivindicações para apresentar aos presidenciáveis, na qual destaca uma reforma tributária - essa que todo mundo deseja, mas que na hora agá todos os atores envolvidos se negam a fazê-la -, e essa desgraça chamada metaforicamente de "flexibilização das relações do trabalho", que nada mais é que a derrubada da CLT.
Outros pontos da agenda dos empresários são generalidades, como "maior competitividade", "estratégia agressiva para as exportações" e blablablá.
A entidade diz ainda que não apoia nenhum candidato, mas a gente sabe que isso é conversa mole, papo furado, mentira deslavada.
O empresário brasileiro, com uma ou outra exceção, vai de Aécio Neves ou de Dudu Beleza, tanto faz. 
Por razões que a própria razão desconhece, odeia Lula e Dilma e gostaria de ver os petistas ardendo no fogo do inferno.
Justo os petistas, que em 12 anos de governo, têm atendido quase todos os pleitos dos empresários e facilitado a sua vida o máximo possível - vide as inúmeras desonerações tributárias, as generosas linhas de crédito, os vários programas de infraestrutura, sem contar, é claro, com a formação de um mercado consumidor que antes se restringia a 10, 20 milhões de pessoas.
A verdade é que não gostam dos trabalhistas porque, simplesmente, acham que não é da sua natureza gostar do trabalho - afinal, eles representam o capital...
A seguir, a íntegra da matéria da Agência Brasil:

domingo, 27 de julho de 2014

São Paulo na vanguarda do atraso

O rinoceronte Cacareco, antecessor de Tiririca, foi eleito vereador em SP
Pelé é até hoje criticado por ter dito que o brasileiro não sabe votar.
Mas quando se constata, só para ficar num exemplo mais conhecido, que os paulistas, que já elegeram o "chuchu" Alckmin, estão prestes a cometer novamente essa barbaridade, até que dá para desculpar o "rei" do futebol pela sua frase.
Citei Alckmin, mas poderia citar vários outros políticos que os paulistas sufragaram majoritariamente para cargos do Executivo: Celso Pitta, José Serra, Gilberto Kassab e Paulo Maluf, por exemplo.
Não é um quarteto notável?
A democracia tem dessas coisas.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Para embaixador, "objetivo do Hamas é que haja muitas vítimas"

A situação é terrível na Faixa de Gaza. Centenas de mortos do lado palestino, dezenas do lado israelense. O mundo responde timidamente à morte de civis, muitos deles ainda crianças.
Para os israelenses, a culpa por toda a tragédia é do Hamas. O embaixador de Israel na Alemanha, Yakov Hadas-Handelsman, vai além, e diz que o objetivo do Hamas é que haja muitas vítimas - mesma opinião do "filósofo" Pondé, articulista da Folha. 
A defesa do ponto de vista israelense sobre esse novo massacre em Gaza está na entrevista Yakov Hadas-Handelsman deu à Deutsche Welle, o serviço informativo oficial da Alemanha.
A íntegra da entrevista vai a seguir:

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Fracos de ideias

Um presidente da República não precisa ser um intelectual, nem mesmo um especialista em determinado assunto. Precisa, isso sim, ser um político com capacidade de liderança, que saiba detectar as prioridades de sua gestão e ter sensibilidade suficiente para pôr em prática seu plano de governo.
Precisa, também, ser uma pessoa bem informada, que conheça um pouco de tudo o que é importante para o bem-estar do cidadão.
Não pode, absolutamente, estar fora da realidade ou simplesmente ignorar questões básicas de sua função.
Deve, ainda, saber escolher seus auxiliares, delegar responsabilidades e cobrar resultados.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Emprego é mesmo um problema

Quando se pergunta a alguém que acha que tudo está péssimo no Brasil o que realmente vai mal, a resposta pode variar um pouco, mas não muito.
Corrupção desenfreada.
Saúde pública ruim.
Educação péssima.
Falta de segurança.
E por aí vai.
Claro que esses são problemas graves, mas não causados pelo governo trabalhista.
São problemas antigos, que o governo trabalhista ainda não resolveu, mas que já são hoje menos graves que antigamente.
Na falta de argumentos convincentes para provar que tudo está muito ruim no Brasil, essas pessoas que não suportam os trabalhistas chegam a apelar.
Há até quem veja a inflação descontrolada ou o desemprego em níveis nunca antes visto.
O emprego - não o desemprego - é mesmo um problema sério.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O fantástico legado da Copa

Copa proporcionou encontro de culturas no Brasil
(Foto: Tatiana Azeviche/Setur)
Depois do criminoso esforço da imprensa para desacreditar a Copa do Mundo, numa ridícula politização do maior evento esportivo do planeta, vê-se agora a tentativa de provar, por "a" mais "b" que, apesar do fantástico mês que brasileiros e turistas passaram, a competição deixará um legado insignificante para o Brasil
O site em português da BBC, por exemplo, publica uma reportagem  para provar que, economicamente, a Copa foi um fiasco para o país.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tite vem aí. Para deixar tudo do mesmo jeito

Agora vai.
Tudo indica que, defenestrado Felipão, a CBF ponha em seu lugar o professor Tite, aquele treinador adorado pelos corintianos, inventor de uma nova língua, o "titês", baseada em palavras com o sufixo "dade", com as quais ele responde a qualquer pegunta que lhe façam.
Tipo assim:
Repórter: Tite, como você avalia a atuação de seus laterais no jogo de hoje?
Tite: É preciso ver que a empregabilidade da nossa ofensividade teve por objetivo vencer a defensividade do nosso adversário.
E por aí vai.
Basicamente, é essa a diferença entre Tite e todos os outros treinadores de futebol do país.
Ah, tem algo mais: ele usa, invariavelmente, camisas azuis.