sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Os EUA não aceitam um mundo multipolar

A jogada do petróleo feita por americanos e sauditas foi certeira.
De imediato, golpeia fortemente os inimigos Rússia, Irã e Venezuela.
E, junto com o ataque intestino que sofre a Petrobras, lança uma série de dúvidas sobre o futuro do pré-sal brasileiro.
Os EUA não brincam em serviço.
A superpotência, pressionada pelo avanço econômico da China, pelo poderio militar russo, pelos governos de esquerda da América do Sul, pela teimosia de Assad em se manter no poder na Síria, pela resistência iraniana - pelo fato de que muitos países ainda não se curvaram às ordens imperiais -, faz um lance de alto risco, na tentativa de dar um golpe mortal no czar Putin, estrangulando a economia da Rússia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os antipetistas

Os antipetistas agora saem às ruas
(Foto: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas)
O comunismo saiu de moda.

No seu lugar entraram o bolivarianismo e o lulodilmismopetismo, os novos bichos-papões dos homens de bem.

As duas ideologias, porém, têm uma raiz comum, o petismo, referente a quem professa os ideais do PT, como ficou conhecido o Partido dos Trabalhadores.

Hoje, graças a um diligente, constante e infatigável trabalho da imprensa nativa, o petismo está enfrentando uma forte resistência de setores sociais.

Se antes o antipetismo era enrustido, agora é explícito.

Donas de casa, empresários, estudantes, profissionais liberais, socialites - e até mesmo pobres de dar pena! - combatem o petismo da maneira que podem, mas quase sempre de forma hidrófoba, com bastante ódio e preconceito de classe - que é assim que deve ser.

Mas nem todo antipetista é igual.

Há fortes diferenças entre eles.

E saber distingui-los é importante, já que atuam de modo variado e têm diferentes graduações de repulsa a essa ideologia que está, na opinião de conceituados analistas, destruindo os valores morais e éticos, a economia e, em consequência, a sociedade brasileira.

Vamos então conhecer melhor alguns dos antipetistas:

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Jornais desonestos, jornalistas sem decência

Com a palavra, H. L. Mencken, que foi, entre outras coisas em sua vida altamente produtiva, jornalista.

O texto foi escrito na década de 20 do século passado, há quase 100 anos, portanto, e se refere ao jornalismo americano.

Mas parece que foi escrito hoje, descrevendo a miséria da imprensa brasileira. 

Em tal jornal — ou seja, o típico e normal jornal americano — deve ser óbvio que a busca da verdade, de toda a verdade e de nada mais que a verdade é comumente mitigada pela política do jornal. Por um lado, a redação deve produzir um jornal que venda e, para isto, é forçada a manter o público atiçado pelo tradicional sensacionalismo; por outro, precisa tomar cuidado para não pisar nos enormes, numerosos e sensíveis pés do Googan, do Rosehill ou do Snodgrass nos bastidores.
(Quando comecei, os pés eram os de um rico magnata do gelo, e toda reportagem em que ele estivesse interessado — digamos, umas nove ou dez por noite — descia para a composição marcada com a palavra “Gelo!!!”). Não é preciso argumentar muito para convencer os mais judiciosos de que o negócio de moldar a opinião pública sob tais condições tende a relaxar o conceito de verdade na cabeça do jornalista e, por fim, até o seu conceito de honra. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Negar a história rebaixa as Forças Armadas

É incompreensível a resistência das Forças Armadas em admitir seus erros no passado.
Elas foram responsáveis pelo golpe de Estado que destituiu o presidente João Goulart, pela instauração de uma ditadura e por crimes contra a humanidade.
Ponto final.
Isso não é ficção.
É história.
Os sobreviventes do massacre a que foram submetidos aqueles que ousaram lutar contra um regime ilegítimo, despótico e brutal, estão aí para testemunhar - e assim o fizeram, na Comissão Nacional da Verdade - sobre o inferno que viveram naqueles anos de chumbo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Pitadas golpistas

@ Esse José Serra que diz publicamente, com a maior cara de pau, que sabotou o projeto do trem-bala e ocupa o microfone em manifestações pró-impeachment da presidenta reeleita com 54 milhões de votos, é o mesmo José Serra de sempre: em décadas na política, nunca foi capaz de um gesto de generosidade ou grandeza com quem quer que fosse. 
Conspirar, sabotar, agir sempre nas sombras, apropriar-se de projetos alheios, pedir a cabeça de jornalistas, abusar do cinismo e da hipocrisia - essas são as características que impulsionaram a sua carreira. Além, é claro, de uma compulsão por disputar eleições, o que lhe garante uma ótima fonte de renda.
Novamente senador, José Serra terá agora a oportunidade de exercer, quase em sua plenitude, esses seus dotes de caráter, tão marcantes e tão próprios de um dos mais imprestáveis políticos que já surgiram no Brasil.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mestre Raul enriquece o Estadão

Houve um tempo em que os jornalistas, além de saber o que era notícia, de ir atrás da notícia, de publicar a notícia por inteiro e não pela metade mais conveniente, sabiam escrever.
Alguns escreviam maravilhosamente bem.
As redações eram também ótimas escolas de texto.
Muitos profissionais deixaram o jornalismo e se arriscaram na literatura.
No Estadão, um desses mestres esteve anos burilando os textos da primeira página, a mais nobre de todas.
Além de conhecer a língua portuguesa mais que qualquer professor, conseguia, com alguma pequena alteração, melhorar uma "chamada" que já estava boa.
E foi no Estadão que Raul Drewnick começou a publicar as suas deliciosas crônicas, que depois foram às páginas da Vejinha, viraram livros, e há alguns meses estão de volta ao vetusto diário, em sua versão eletrônica.