segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pesadelo em Serra Negra na manhã quente de domingo

Manhã ensolarada e muito quente neste domingo. 
Tomamos, eu e minha mulher, o café da manhã no Bar Santos, tradicional em Serra Negra. 
E observamos o movimento dos turistas que vão enchendo o centro da cidade. São muitos - casais, famílias, senhoras e jovens. 
E os indefectíveis motoqueiros com aquelas inacreditáveis roupas de couro.
O comércio de Serra Negra, cidade do chamado Circuito das Águas Paulista - com cada vez menos água... - vive, basicamente, do movimento dos turistas. Nos fins de semana, milhares deles vão à cidade fazer compras.
Eles também lotam os hotéis do centro e garantem a sobrevivência de dezenas de pousadas na região rural da cidade.

sábado, 18 de outubro de 2014

Quem vota em um desqualificado...

Grande parte dos eleitores de Aécio Neves é bem informado. Ou deveria ser, pois pertence à classe média que lê jornais, navega na internet e assiste à televisão. Ocorre que seu candidato, pela primeira vez em sua longa vida política, está sendo mostrado como verdadeiramente é: moralmente desprezível e administrativamente incompetente.
Quebrada a férrea blindagem midiática que construiu em torno de si, é possível ver que Aécio não passa de um produto de marketing como tantos outros que foram oferecidos ao eleitor brasileiro ao longo dos anos - qualquer semelhança com o "caçador de marajás" não é mera coincidência...
Mas o que leva, então, essa classe média que se pretende bem informada, já sabedora de todas as falcatruas em que seu candidato se meteu, conhecedora de sua personalidade arrogante de playboy mimado, de seu desprezo pelas mulheres e seu apreço pela vida noturna - com todas as suas tentações - a insistir em votar nele?

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O rei Aécio está nu

Eleições em geral costumam apresentar candidatos de todos os tipos, de aventureiros a intelectuais. A presidencial, pela sua importância, é a que mais visibilidade traz a essas pessoas. Ilustres desconhecidos, como o barbudo Enéas, por exemplo, se tornaram figuras nacionais graças a um único bordão, repetido milhares de vezes na propaganda eleitoral.
No 1º turno da eleição deste ano os brasileiros puderam conhecer Luciana Genro, Eduardo Jorge, Levy Fidelix e o pastor Everaldo. Cada um pôde, nos debates televisivos e na propaganda gratuita, dizer quem era. 
Houve, porém, um candidato que praticamente ficou desconhecido da maioria do público, já que, por causa da morte de Eduardo Campos, a campanha ficou polarizada entre a presidenta Dilma e Marina Silva.
Dessa forma, Aécio Neves se beneficiou do mesmo tipo de (anti)marketing que catapultou a carreira política do inexpressivo Geraldo Alckmin: ficar, sempre que possível, fora dos holofotes, fora das polêmicas, agir nas sombras, falar o menos possível.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Vice de Aécio esconde que assaltou trem

A presidenta Dilma Rousseff é constantemente citada, por apoiadores da candidatura Aécio Neves, de ser uma ex-terrorista, ter pego em armas, assaltado bancos etc e tal.
Dilma nunca escondeu a sua militância em organização que combateu a ditadura militar, mas, a bem da verdade, nunca participou de nenhum assalto. Foi presa e torturada, isso sim.
O que o pessoal que espalha essas mentiras sobre a presidenta talvez não saiba, ou se sabe, faz o possível para esconder, é que quem realmente participou de assaltos na época da ditadura foi o candidato a vice-presidente na chapa de Aécio, o senador por São Paulo Aloysio Nunes Ferreira, também tucano.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O velho roteiro do golpe

O roteiro dos entreguistas e lesas-pátrias que se juntaram em torno do testa de ferro do grande capital para tomar o poder dos trabalhistas que habitam o Palácio do Planalto é de um filme velho e muitas vezes exibido ao redor do mundo.
Aqui perto de nós, na Venezuela, ele já esteve em cartaz várias vezes.
Também no Chile, na Argentina.
E no próprio Brasil.
O enredo é simples: procura-se criar uma "onda" de ressentimento, de ódio e preconceito contra os trabalhistas, acusando-os, por meio de uma imprensa venal e inteiramente aliada aos interesses oligárquicos, de tudo o que existe de errado no país.

domingo, 12 de outubro de 2014

Amigos, sim, mas sem baixarias

Vários familiares e pessoas de meu círculo de amizades, com as quais entro em contato via redes sociais, já manifestaram sua preferência por Aécio Neves nesta eleição. Houve até quem me fizesse um apelo para que votasse no candidato tucano, pois o Brasil estava ruim demais - nem empregadas se consegue contratar nos dias de hoje...
Não tenho amigos porque eles são, ideologicamente, próximos de mim. Amizade se faz por causa de empatia, ligações emocionais, afetividade. 
Um grande amigo que tive, infelizmente morto cedo demais, era um ex-petista - e acho que todos sabem o que significa isso. Mas tinha um grande coração, era divertido, criativo, de extraordinário senso prático. Discutíamos, ríamos, e nunca um quis convencer o outro de que ele não estava certo sobre tal assunto. 
Claro que, com o passar do tempo, nossos amigos mais próximos acabam sendo mesmos os que têm mais afinidade com o nosso modo de ver o mundo. Não importa se ele vota ou não no PT, gosta ou não do Lula, acha ou não o FHC um intelectual imprescindível para o entendimento da sociedade moderna.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dois projetos para o Brasil: civilização ou barbárie


Há, claramente, dois projetos para o Brasil em disputa nesta eleição presidencial. De um lado, os que pretendem colocar o país numa rota civilizatória, de outro, aqueles que vão no caminho inverso, da barbárie.

@ Essa visão pode parecer uma grosseira simplificação dos fatos. E é, realmente. Mas o momento atual não permite digressões filosóficas ou sociológicas, que servem apenas para tangenciar a questão. 

O maior erro de Lula e Dilma

@ O maior erro dos governos do PT foi se conformar com a situação dos meios de comunicação do país. Nenhuma democracia pode se desenvolver se a sua informação é controlada por meia dúzia de famílias, que, obviamente, ramificaram os seus negócios, e usam as emissoras de televisão, rádio, portais de internet, jornais e revistas que têm para seus próprios interesses.