sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Governos trabalhistas são combatidos pelos seus acertos, não pelos seus erros

Nova pesquisa sobre o governo Dilma mostra uma ligeira melhora no percentual daqueles que o acham ótimo ou bom. Nada, porém, que deva entusiasmar os gurus políticos do Planalto, pois a desaprovação é, ainda segundo o levantamento, enorme.

Há muito deixei de me preocupar com pesquisas desse tipo.

Como todas as outras atividades relacionadas com a política, elas servem apenas como mais um instrumento na terrível luta de classes que se trava no Brasil atualmente.

Nunca, em toda a história, um governo foi tão impiedosamente massacrado quanto este segundo de Dilma Rousseff - nem os dois primeiros de Lula.


É incrível que, em meio ao bombardeio diário de notícias negativas e mentirosas, ondas de boatos de todos os tipos, manifestações habilmente preparadas e conduzidas, sabotagens em vários níveis e em diversas atividades econômicas e sociais, traições às pencas de parlamentares, o governo Dilma Rousseff ainda sobreviva.

Para que isso ocorra é bem provável que ele tenha o respaldo de grupos sociais importantes, como, por exemplo, sindicatos de trabalhadores e pesos-pesados da chamada "livre iniciativa".

O fato é que há pessoas influentes na sociedade brasileira que querem evitar que o país caia num caos, com a queda da presidenta, que retardaria ainda mais a recuperação econômica e exporia a nação ao ridículo internacional.

Convenhamos que o governo Dilma, assim como os de Lula, não é nenhum primor.

Mas qualquer pessoa de bom-senso deve perceber que foram eles os responsáveis pela diminuição da tremenda desigualdade social, essa iniquidade que envergonha o Brasil perante o mundo.

Nem sei dizer se Lula e Dilma poderiam ter feito mais para que o Brasil avançasse econômica e socialmente.

Sei é que, ideologias à parte, não tenho nenhuma saudade do tempo em que estavam instalados no Palácio do Planalto os ditadores militares, ou mesmo Sarney, Collor, Itamar e FHC.

Houve uma clara mudança para melhor no país nos governos trabalhistas.

O capitalismo brasileiro não tem do que reclamar de Lula e Dilma, que ampliaram significativamente o mercado de consumo e concederam imensos benefícios fiscais e crédito barato para diversos setores empresariais.

A sova que os trabalhistas estão agora tomando vem, principalmente, daqueles que não se conformam com os acertos dos governos Lula e Dilma.

Para esse pessoal, ajudar o povo brasileiro a vencer a pobreza secular, sair da miséria, ter dinheiro para comprar comida, se vestir, estudar, comprar eletrodomésticos, ter um carro e uma casa própria, poder viajar de avião, sentir o orgulho de ver o filho se formar numa faculdade, é o fim do mundo.

É o fim do seu mundo.

Um comentário:

  1. Meu caro Motta,
    Sou leitor assíduo dos seus posts, e, ainda que avesso a comentários, não posso omitir-me com relação ao texto acima publicado.
    Tanto quanto você, jamais vi um massacre tão impiedoso a um governante quanto ao que se vê atualmente na mídia.
    Parabéns pela brilhante exposição.
    Sinceramente,
    César Mourão

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