segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Arma de destruição

Qualquer pessoa que observar mais atentamente a ação dos motoristas paulistanos ficará chocada com a capacidade que eles têm de infringir as leis de trânsito.
Mal formados, mal educados, sem as noções básicas de cidadania, a couraça proporcionada pelo aço do veículo dá a eles a proteção para que extravasem seus mais baixos instintos e seus mais profundos recalques.
Dessa maneira, o carro se transforma numa arma letal, muito mais perigosa que as tradicionais, controladas e visadas pelas autoridades.
O dano causado por motoristas incapazes de respeitar a mais simples sinalização, de sequer obedecer a um semáforo, é enorme. Vão além da tragédia pessoal ocasionada por um homicídio - atingem a sociedade como um todo, na medida em que, a cada acidente, ela tem de mobilizar uma complexa estrutura.
No Brasil, para cada morte no trânsito, 11 pessoas são internadas, das quais 49% atropelados, 25% de acidentados com motos. Para cada morte, ocorrem quase mil colisões, informa o ortopedista Marcos Musafir, consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para traumas em geral.
Segundo dados do Ministério das Cidades, o custo com as mortes e os feridos no trânsito no Brasil alcança em torno de R$ 10 bilhões por ano.
Em 1997, quando havia 12 milhões de pessoas a menos habilitadas a conduzir veículos no Brasil, 55 mil pessoas eram mortas por ano em função de acidentes no trânsito. Esse número baixou para cerca de 40 mil óbitos por ano atualmente - cifra ainda muito elevada.
E como diminuí-la? As recomendações são simples - e conhecidas por todos. “É só seguir as regras básicas do trânsito seguro e saudável. Primeiro, respeito às leis do trânsito. Quem cumpre as leis do trânsito evita se expor a riscos e, logicamente, evita acidentes”, diz Musafir.
Os motoristas devem estar atentos ao limite de velocidade, respeitar a sinalização, usar cinto de segurança, nunca consumir droga ou bebida alcoólica para dirigir, manter as crianças no banco traseiro com cinto de segurança ou em cadeiras próprias.
Em relação às motocicletas, Musafir enfatiza a necessidade de se usar o capacete, algo que se aplica também às bicicletas.
Ele diz ainda que o maior número de vítimas é de pedestres, que atravessam fora da faixa ou atrás de veículos em movimento. “O respeito ao pedestre pelo dono da arma, que é o motorista, tem de ser enfatizado também. São essas as recomendações da OMS, que encara o trânsito como um problema de saúde pública, pelos danos que causa.”
Com informações da Agência Brasil

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