quarta-feira, 5 de março de 2008

Férias

O blog volta à ativa no dia 14 de março.
Até lá.

Solto no vento

O senador Eduardo Suplicy ameaça estragar o show de Bob Dylan em São Paulo.
Confirmada sua presença no espetáculo, há o risco de que se entusiasme e faça ele próprio o bis.
Cantando, é claro, a inevitável Blowin' in the Wind, que ele já levou para as mais diversas platéias - desde o plenário do Senado até o Parlamento iraquiano.
Há ainda o risco de ele querer mostrar para o astro pop os raps do grupo Racionais MC, do qual é um dos maiores fãs e divulgadores.
De Suplicy tudo se espera. Menos fidelidade ao governo Lula.


terça-feira, 4 de março de 2008

Enquadrado

Parece que finalmente o PT acordou de sua letargia e resolveu arriscar um lance político: deve entrar com uma representação contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, no próprio Supremo e no Conselho da Magistratura, sob o argumento de que o ministro desrespeitou a Lei da Magistratura ao dar declarações sobre o programa Território da Cidadania, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada.
O partido se baseia no inciso 3 do artigo 36 da lei que veda ao magistrado manifestar por meio de comunicação opinião sobre processo pendente de julgamento. O PT reclama da declaração do ministro de que analisaria eventuais ações contra o suposto caráter eleitoreiro do programa antes de formalização de processo.

Como Marco Aurélio Mello é figura carimbada dos jornalões, muito amigo de colunistas e políticos tucanos e pefelistas, é provável que a representação não dê em nada. Mas pelo menos serve para mostrar que até o Judiciário precisa ter um pouco de compostura.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Jogo arriscado

Até o governo conservador de Nicolas Sarkozy ficou perplexo e desorientado com o assassinato do porta-voz das FARC, Raúl Reyes, por tropas colombianas, no Equador.
A questão mais levantada pelos analistas é sobre os motivos que levaram o presidente Álvaro Uribe a ordenar o assassinato - e a invasão de território equatoriano. A explicação mais lógica para eles é que para Uribe não interessa a libertação dos reféns das FARC, especialmente de Ingrid Betancourt, sua adversária política. Reyes era quem estava negociando com os governos da França (Betancourt também tem nacionalidade francesa) e da Venezuela a soltura dos prisioneiros.
Outra versão é de que Uribe não quer a paz e que tenta manter em alta sua popularidade em busca de mudanças constitucionais que lhe garantam um terceiro mandato presidencial - hoje legalmente vetado.
De qualquer forma, Uribe pode ter feito uma aposta alta demais. Tudo vai depender do quanto das ações do colombiano o governo Bush está disposto a bancar - e do quanto pretende desafiar Hugo Chávez.
A reação do Equador e da Venezuela, que deslocaram tropas para a fronteira com a Colômbia e praticamente romperam relações com o país, foi, nitidamente, além do esperado por Uribe.
Novamente, a bola do jogo na América do Sul está com Chávez. Ninguém sabe ainda a posição de Brasil e Argentina, mas parece ser evidente que os dois principais países da região não estão dispostos a escolher um lado.
Como se diz em política, "tucanaram".

domingo, 2 de março de 2008

Mania de perseguição

Na defesa de Adriano, que em poucas horas arrumou uma série de confusões no clube, o gerente de futebol do São Paulo, o aspirante a cartola Marco Aurélio Cunha, disse que não dava importância ao ocorrido, pois estava acostumado com as explosões temperamentais de seus filhos, adolescentes na faixa dos 18 anos.
Ele deve ter se esquecido que Adriano já tem 26 anos.
Já o jogador nem original foi: preferiu culpar a imprensa por ter chegado atrasado, ameaçado " quebrar" um fotógrafo e ter abandonado as dependências do clube sem autorização.
Deve ter sido influenciado pelo fato de que uma das três ocupantes do Ka envolvido no acidente com o seu Porsche na madrugada paulistana era uma jornalista.

sábado, 1 de março de 2008

Nervosinhos

O estrebuchar de tucanos, pefelistas, palpiteiros, colunistas, cientistas políticos e que tais, provocado pelas declarações do presidente Lula sobre o Judiciário nativo, é demonstração cabal do grau extremo de neurastenia a que chegou a oposição.
Ora, se um presidente da República, eleito duas vezes com mais de 60% dos votos, não pode se indignar com um comentário extemporâneo, inadequado e inconseqüente de um juiz nomeado para um cargo vitalício por um parente, é melhor fechar de vez o Botequim Brasil.
Lula simplesmente pôs as coisas em seus lugares: juiz não deve dar palpite, deve é dar sentença.
Se continuar a agir assim, a oposição garante lugar perpétuo na arquibancada.