Bush, em seu giro pela América Latina, pretende mostrar que é mais forte que Chávez. Mais uma vez, os irmãos do Norte perderam espaço no continente pela ausência e desinteresse. Preferiram, nos últimos anos, se aventurar por plagas inóspitas, em busca do ouro negro, se esquecendo de todas as riquezas - materiais e espirituais - que têm ao seu lado. Agora, tentam recuperar o tempo, a importância, a influência que deixaram pelo meio do caminho. Acenam, como sempre, com migalhas. Querem negociar, mas oferecem quase nada em troca. Impõem condições para tudo. Portam-se como soberanos em meio a plebeus.
Na verdade, não parecem irmãos, mas interesseiros parentes distantes.
quarta-feira, 7 de março de 2007
Papéis trocados
A Fifa tem mais filiados que a ONU países membros. A Copa do Mundo de futebol é o maior evento esportivo do planeta, maior que os Jogos Olímpicos. A indústria do futebol movimenta mais de US$ 200 bilhões anuais em toda a Terra - quantia acima do PIB da Argentina, só para citar um exemplo próximo. Existem mais de 10 mil jogadores profissionais no Brasil, que exportou, no ano passado, 800 e tantos futebolistas para países de todos os continentes.
Apesar de tudo isso, a imprensa brasileira continua tratando o futebol como mera diversão, complemento do noticiário "sério" proporcionado por economistas especializados em chavões e políticos sem nenhuma especialização.
Apesar de tudo isso, a imprensa brasileira continua tratando o futebol como mera diversão, complemento do noticiário "sério" proporcionado por economistas especializados em chavões e políticos sem nenhuma especialização.
terça-feira, 6 de março de 2007
No bagaço
Ainda é cedo para qualquer prognóstico, mas já há especialistas no tema dizendo que o álcool fará a próxima revolução no Brasil. Os mais otimistas prevêem um desenvolvimento ainda maior que o proporcionado pelo café.
Os motivos são vários: energia limpa, renovável e barata num momento de crise ambiental no planeta; terra farta e generosa com a cana-de-açúcar; tecnologia plenamente disponível; mão-de-obra abundante.
Mas é sempre bom lembrar que o barril do petróleo, que é vendido hoje a US$ 60, custa US$ 4 para o produtor. Que pode, muito bem, se ameaçado, baixar o seu extraordinário lucro. Afinal, cartéis são feitos para isso mesmo: sobreviver sempre - e bem.
Os motivos são vários: energia limpa, renovável e barata num momento de crise ambiental no planeta; terra farta e generosa com a cana-de-açúcar; tecnologia plenamente disponível; mão-de-obra abundante.
Mas é sempre bom lembrar que o barril do petróleo, que é vendido hoje a US$ 60, custa US$ 4 para o produtor. Que pode, muito bem, se ameaçado, baixar o seu extraordinário lucro. Afinal, cartéis são feitos para isso mesmo: sobreviver sempre - e bem.
Vilãs?
Médicos, jornalistas e palpiteiros em geral escolheram a tal da chuteira com travas retangulares a vilã das contusões no joelho sofridas por vários futebolistas nos últimos dias. Dizem que ela foi feita para os gramados europeus ou que foi criada para melhorar o desempenho dos jogadores de futebol americano e não os de "soccer". As fábricas negam peremptoriamente qualquer culpa no cartório.
É uma polêmica e tanto. Mas não seria mais fácil perguntar aos jogadores a diferença que sentem usando um tipo ou outro?
É uma polêmica e tanto. Mas não seria mais fácil perguntar aos jogadores a diferença que sentem usando um tipo ou outro?
Tudo em casa
O dono da Editora Três, Domingo Alzugaray, desistiu de entregar seu negócio ao banqueiro Daniel Dantas. Preferiu cair nos braços de Nelson Tanure, que, se realmente ficar com a revista IstoÉ, se transformará no mais novo barão da mídia nacional. Tanure controla a Gazeta Mercantil, o Jornal do Brasil e a rede de televisão CNT.
O bom da história é que os Mesquitas, os Frias, os Marinhos e os Civitas poderão finalmente ter concorrência.
O mau é que tudo vai continuar como está.
O bom da história é que os Mesquitas, os Frias, os Marinhos e os Civitas poderão finalmente ter concorrência.
O mau é que tudo vai continuar como está.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Perna de pau
O meio-campista corintiano Magrão, sob o peso da derrota por 3 a 0 diante do Palmeiras, domingo, confessou ter desejado "quebrar" o chileno Valdívia, que infernizou a ele e seus companheiros com dribles desconcertantes. De certa forma, prometeu fazer isso na próxima vez que jogar contra o palmeirense.
O técnico corintiano, Emerson Leão, na coletiva depois da derrota, também alertou o chileno para os riscos que corre se continuar com suas "firulas".
Para futebolistas do nível de Magrão, jogar bem, com alegria, entusiasmo, classe e arte deve ser algo condenável. Bom mesmo é ver a legião de pernas de pau que ele representa desfilar sua mediocridade pelos gramados. Já Leão, com todo seu egocentrismo, parece achar que talento só é bom quando está a seu dispor.
Magrão, pelo que diz e faz, representa o pior do futebol brasileiro.
Leão, pelos mesmos motivos, só dá pena.
O técnico corintiano, Emerson Leão, na coletiva depois da derrota, também alertou o chileno para os riscos que corre se continuar com suas "firulas".
Para futebolistas do nível de Magrão, jogar bem, com alegria, entusiasmo, classe e arte deve ser algo condenável. Bom mesmo é ver a legião de pernas de pau que ele representa desfilar sua mediocridade pelos gramados. Já Leão, com todo seu egocentrismo, parece achar que talento só é bom quando está a seu dispor.
Magrão, pelo que diz e faz, representa o pior do futebol brasileiro.
Leão, pelos mesmos motivos, só dá pena.
Tudo pela segurança
O presidente americano, George W. Bush, traz, em sua visita ao Brasil, o maior aparato de segurança jamais visto no país. Mais de 200 agentes do FBI se juntarão aos colegas brasileiros da Polícia Federal. Entre os armamentos se inclui um dispositivo antimíssil. Até a água que Bush e comitiva vão beber vem da terra natal.
Só para lembrar: há alguns meses, um candidato à presidência chamado Geraldo acusou Lula de ter comprado um avião para suas viagens. Achava que o presidente do Brasil devia se deslocar em aeronaves de carreira.
Na ocasião, ninguém se lembrou de perguntar ao Geraldo se a regra valia para os manda-chuvas do hemisfério norte.
Só para lembrar: há alguns meses, um candidato à presidência chamado Geraldo acusou Lula de ter comprado um avião para suas viagens. Achava que o presidente do Brasil devia se deslocar em aeronaves de carreira.
Na ocasião, ninguém se lembrou de perguntar ao Geraldo se a regra valia para os manda-chuvas do hemisfério norte.
domingo, 4 de março de 2007
Uma pergunta
Dez entre dez empresários culpam a carga tributária e os juros por todos os males do país. Idem os patrões sobre os encargos sociais.
Quando será que algum jornalista perguntará a um desses nobres empreendedores quanto por cento seu produto ficará mais barato se os tributos e os juros caírem?
Ou então, quantos empregos pretendem criar com menos encargos sociais?
Afinal, perguntar não ofende. Será?
Quando será que algum jornalista perguntará a um desses nobres empreendedores quanto por cento seu produto ficará mais barato se os tributos e os juros caírem?
Ou então, quantos empregos pretendem criar com menos encargos sociais?
Afinal, perguntar não ofende. Será?
Cartão vermelho
Os árbitros brasileiros de futebol devem estar entre os piores do mundo. O técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, para não dizer com todas as letras que eles são muito ruins, preferiu afirmar que a Libertadores é uma competição diferente das disputadas no Brasil porque nela "os árbitros deixam o jogo correr, não ficam apitando toda hora".
É isso mesmo: os árbitros brasileiros marcam faltas totalmente desnecessárias sem nenhum discernimento, aceitam o desempenho teatral de 90% dos jogadores, relevam o critério técnico (porque são fracos nele) em favor de um duvidoso critério disciplinar - ou seja, entre uma botinada e um palavrão, eles apitam o palavrão.
No jogo Palmeiras e Coríntians, um dos bandeiras (ops, hoje eles são chamados de "auxiliares") marcou impedimento do atacante Edmundo, que alcançou a bola partindo do campo de defesa. Nem a chamada regra do jogo o dito cujo conhece.
É isso mesmo: os árbitros brasileiros marcam faltas totalmente desnecessárias sem nenhum discernimento, aceitam o desempenho teatral de 90% dos jogadores, relevam o critério técnico (porque são fracos nele) em favor de um duvidoso critério disciplinar - ou seja, entre uma botinada e um palavrão, eles apitam o palavrão.
No jogo Palmeiras e Coríntians, um dos bandeiras (ops, hoje eles são chamados de "auxiliares") marcou impedimento do atacante Edmundo, que alcançou a bola partindo do campo de defesa. Nem a chamada regra do jogo o dito cujo conhece.
sábado, 3 de março de 2007
Olho aberto
A disputa pela Editora Três, dizem, foi dura. Vários grupos se interessaram pela empresa. O carro-chefe, a revista IstoÉ, nos últimos tempos nem de longe lembrava a publicação importante que foi um dia. É hoje mais conhecida por ser alvo de boatos de que gosta de misturar as áreas publicitária e editorial. Sem meias palavras, de vender capas. Mesmo assim, despertou o interesse de muitos empresários de áreas diversas.
Sinal de vitalidade do setor de comunicação do país? Pode ser, mas depois do sucesso do modelo Tanure de fazer jornalismo, é bom ficar esperto.
Sinal de vitalidade do setor de comunicação do país? Pode ser, mas depois do sucesso do modelo Tanure de fazer jornalismo, é bom ficar esperto.
Troca de comando
A Editora Três, que publica as revistas IstoÉ, IstoÉ Dinheiro e IstoÉ Gente, entre outras, vai passar ao controle do grupo dirigido pelo banqueiro Daniel Dantas, figura conhecida pelos imbroglios de toda a espécie em que está metido. A Editora Três passa por uma séria crise financeira, com jornalistas sem receber há algum tempo e em estado de greve.
IstoÉ foi uma publicação concebida pelo jornalista Mino Carta, idealizador também do Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Veja e Carta Capital. Mino é inimigo declarado de Daniel Dantas, a quem só chama de "orelhudo", pelo fato de o baiano ter-se metido num caso de espionagem envolvendo figuras do alto comando do país, ainda muito mal explicado. Para Mino, tudo de podre que ocorre em terras brasileiras tem as impressões digitais de Dantas.
Ou seja, Mino terá agora de desviar as baterias que nos últimos tempos fustigavam Veja, um amor que o traiu, para IstoÉ, um amor que o abandonou.
IstoÉ foi uma publicação concebida pelo jornalista Mino Carta, idealizador também do Jornal da Tarde, Quatro Rodas, Veja e Carta Capital. Mino é inimigo declarado de Daniel Dantas, a quem só chama de "orelhudo", pelo fato de o baiano ter-se metido num caso de espionagem envolvendo figuras do alto comando do país, ainda muito mal explicado. Para Mino, tudo de podre que ocorre em terras brasileiras tem as impressões digitais de Dantas.
Ou seja, Mino terá agora de desviar as baterias que nos últimos tempos fustigavam Veja, um amor que o traiu, para IstoÉ, um amor que o abandonou.
sexta-feira, 2 de março de 2007
Ação e reação
Reduzir a maioridade penal virou, da noite para o dia, remédio infalível para o mal da violência. Na onda de crimes bárbaros cometidos por menores de idade, conhecidos extremistas da direita primitiva clamam pelo sangue dos jovens, como se o seu linchamento sumário satisfizesse a sede de justiça da maioria esmagadora do povo brasileiro. Algumas vozes ainda tentam, em meio à histeria, chamar a massa à razão. Claro que não são ouvidos, tal o burburinho que fazem os novos justiceiros.
Felizmente o país vive em pleno estado de direito. Apesar de todo excesso que possam cometer esses aproveitadores baratos da dor alheia, seu apelo à irracionalidade não tem chance de prosperar neste instante. Os mecanismos da democracia são mais fortes que seus risos de hiena.
A pena para os criminosos está escrita em nossas leis. Resta que seja aplicada de maneira eqüânime, sem intenções maliciosas.
Mais importante para o conjunto da sociedade é encontrar soluções a fim de que os jovens não se sintam atraídos com tanta facilidade ao crime. E esta não é uma missão que cabe apenas aos governantes. Cabe a todo o corpo social, tal a sua relevância. Cabe, primeiro, à família, por mais que ela esteja esgarçada em seus laços afetivos, em suas possibilidades financeiras, em suas perspectivas profissionais. E, se à família está reservado o papel de formador da personalidade do jovem, é preciso ressaltar que cimentar os valores contrários ao vício é uma prerrogativa da tão louvada elite brasileira - aqueles 5% que detêm 90% da riqueza nacional. É obrigação dessa minoria dar ao jovem não só a mais completa educação possível, mas ainda a esperança de que ele possa aportar seguro ao seu sonhado destino.
Continuar a passos desenfreados na estrada do hedonismo inconseqüente só levará tal elite ao suicídio. Infelizmente, junto com ela irão também as ilusões de uma juventude que tenta ser ouvida e é, covardemente, ignorada.
Felizmente o país vive em pleno estado de direito. Apesar de todo excesso que possam cometer esses aproveitadores baratos da dor alheia, seu apelo à irracionalidade não tem chance de prosperar neste instante. Os mecanismos da democracia são mais fortes que seus risos de hiena.
A pena para os criminosos está escrita em nossas leis. Resta que seja aplicada de maneira eqüânime, sem intenções maliciosas.
Mais importante para o conjunto da sociedade é encontrar soluções a fim de que os jovens não se sintam atraídos com tanta facilidade ao crime. E esta não é uma missão que cabe apenas aos governantes. Cabe a todo o corpo social, tal a sua relevância. Cabe, primeiro, à família, por mais que ela esteja esgarçada em seus laços afetivos, em suas possibilidades financeiras, em suas perspectivas profissionais. E, se à família está reservado o papel de formador da personalidade do jovem, é preciso ressaltar que cimentar os valores contrários ao vício é uma prerrogativa da tão louvada elite brasileira - aqueles 5% que detêm 90% da riqueza nacional. É obrigação dessa minoria dar ao jovem não só a mais completa educação possível, mas ainda a esperança de que ele possa aportar seguro ao seu sonhado destino.
Continuar a passos desenfreados na estrada do hedonismo inconseqüente só levará tal elite ao suicídio. Infelizmente, junto com ela irão também as ilusões de uma juventude que tenta ser ouvida e é, covardemente, ignorada.
Duas caras
A reputação do Consórcio Linha Amarela, responsável pela construção da Linha 4 do metrô de São Paulo, não anda muito boa, todos sabem, depois do acidente na Estação Pinheiros e seus desdobramentos. O consórcio, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, simplesmente as maiores do país, tem feito o possível para retocar sua imagem: anúncios em jornais, assessoria de imprensa de primeira, tudo como manda o figurino. Mas quando se vê veículos do consórcio rodando em São Paulo com placas de Curitiba, fica difícil levar a sério tanto esforço.
Todo mundo sabe que a prática de emplacar veículos de São Paulo em Estados que cobram IPVA mais baixo - no Paraná a alíquota é de 2,5% e frotas pagam até menos - nada mais é que sonegação fiscal, trambicagem pura e simples. Há quem diga que é algo mais: crime de falsidade ideológica, porque o dono do veículo não reside na cidade onde ele foi emplacado. São essas pequenas (sic) coisas que mostram que com esse consórcio o buraco é mais embaixo.
Todo mundo sabe que a prática de emplacar veículos de São Paulo em Estados que cobram IPVA mais baixo - no Paraná a alíquota é de 2,5% e frotas pagam até menos - nada mais é que sonegação fiscal, trambicagem pura e simples. Há quem diga que é algo mais: crime de falsidade ideológica, porque o dono do veículo não reside na cidade onde ele foi emplacado. São essas pequenas (sic) coisas que mostram que com esse consórcio o buraco é mais embaixo.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Grande é grande
Intervalo do jogo entre Coríntians e Pirambu, no Pacaembu, pela Copa do Brasil. Um repórter de rádio pergunta a Edmilson Simões, técnico do time sergipano, sobre o primeiro tempo, vencido pelo Coríntians por 1 a 0 e que teve um jogador do Pirambu expulso: "O Coríntians é grande, é um grande time, não precisa da ajuda do juiz. Ele expulsou um jogador do meu time por ter dado um carrinho, igualzinho aos carrinhos que os jogadores do Coríntians deram. E ele nem tinha cartão amarelo. Viemos aqui para jogar com a mesma dignidade que jogamos em Aracaju (1 a 1) e vamos continuar assim até o fim do jogo."
O Coríntians venceu por 3 a 0. Classificou-se para a outra fase da Copa do Brasil e despachou o pobre Pirambu para o esquecimento.
Futebol é assim mesmo: grande é grande, pequeno é pequeno e a Justiça está sempre do lado do mais forte.
Igualzinho ao Brasil.
O Coríntians venceu por 3 a 0. Classificou-se para a outra fase da Copa do Brasil e despachou o pobre Pirambu para o esquecimento.
Futebol é assim mesmo: grande é grande, pequeno é pequeno e a Justiça está sempre do lado do mais forte.
Igualzinho ao Brasil.
Letras garrafais
As manchetes dos jornalões se indignaram com o crescimento do Produto Interno Bruto do país em 2006. Pífio! Tacanho! Vergonha das vergonhas! Metade da média do crescimento mundial...
Os jornalões não informaram seus leitores o quanto cresceu sua circulação, seu faturamento ou seu lucro em 2006.
Os jornalões são assim mesmo. Só dão manchete do que interessa.
Os jornalões não informaram seus leitores o quanto cresceu sua circulação, seu faturamento ou seu lucro em 2006.
Os jornalões são assim mesmo. Só dão manchete do que interessa.
It`s amazing!
O diplomata Roberto Abdenur, depois que perdeu o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, anda a desancar a política externa brasileira e o Itamaraty. Vê inspiração ideológica em todas as ações da diplomacia e laivos esquerdistas em suas orientações. E, pecado dos pecados, jura que o antiamericanismo é quem dita as ações do Itamaraty. Brada isso dias antes de o presidente George W. Bush aportar por aqui para trocar umas idéias com o colega Lula.
Os lamentos de Abdenur certamente não chegaram aos ouvidos de Bush filho. Mas se tivessem chegado, seria muito difícil que ele acreditasse que o país que está visitando carrega esse forte sentimento antiamericano apregoado pelo diplomata. Na verdade, Bush filho estará em casa. Terá voado num Boeing, andará talvez num Ford, se hospedará quem sabe num Hilton, comerá provavelmente um steak, beberá uma Coca Cola, tratará a indigestão com um alka seltzer, curado sonhará com um Burger King, mas terá de se contentar em comer um McDonald's, delivered by a moto-boy.
Oh, what a wonderful world!
Os lamentos de Abdenur certamente não chegaram aos ouvidos de Bush filho. Mas se tivessem chegado, seria muito difícil que ele acreditasse que o país que está visitando carrega esse forte sentimento antiamericano apregoado pelo diplomata. Na verdade, Bush filho estará em casa. Terá voado num Boeing, andará talvez num Ford, se hospedará quem sabe num Hilton, comerá provavelmente um steak, beberá uma Coca Cola, tratará a indigestão com um alka seltzer, curado sonhará com um Burger King, mas terá de se contentar em comer um McDonald's, delivered by a moto-boy.
Oh, what a wonderful world!
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