sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nordeste puxa empregos no Brasil

Dois terços dos empregos criados nos Brasil estão no Nordeste
(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
No segundo trimestre do ano, 1,495 milhão de empregos formais foram criados no país, e deles, cerca de 1 milhão se situam nos Estados do Nordeste. A informação do IBGE ajuda a explicar a preferência dos nordestinos pela manutenção do governo trabalhista. Afinal, por que os eleitores daquela região iriam votar num candidato que havia anunciado que tomaria "medidas impopulares" assim que assumisse a Presidência? E que também havia dito que o salário mínimo está muito alto? 
O receituário neoliberal pregado por Aécio Neves é inimigo mortal do pleno emprego. 
O nordestino, na sua sabedoria, percebeu claramente que o candidato oposicionista não teria nenhum pudor em interromper a escalada desenvolvimentista por que passam o Norte e Nordeste do Brasil.
Por isso, dois terços dos eleitores dessas regiões votaram em Dilma.
Leia a seguir a íntegra da reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:


De cada três empregos criados entre abril e junho, dois foram no Nordeste

Mais de dois terços das vagas de trabalho geradas no país, no segundo trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, foram no Nordeste, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comparado de abril a junho de 2013, com os mesmos meses de 2014, a população ocupada no país cresceu 1,7%. Isso representa 1,495 milhão de trabalhadores a mais, sendo cerca de 1 milhão nos Estados nordestinos, onde o crescimento chegou a 4,6%.

O coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo, ponderou que as variações no Nordeste e, também, no Norte, se dão sobre taxas de ocupação historicamente menores: "As regiões Nordeste e Norte são regiões que, dado o desenvolvimento econômico ser menor que o das demais, têm um nível de ocupação menor, comparado com o Sudeste, Sul e até mesmo Centro-Oeste."
Ele acrescentou que, mesmo assim os dados foram “extremamente favoráveis".

No Nordeste, a população ocupada corresponde a 51,9% das pessoas com mais de 14 anos, enquanto no país a taxa chega a 56,9%. O Norte fica mais próximo da média nacional, com 56,8%, mas continua abaixo do Sudeste, que tem 57,8%; do Sul (61,1%); e do Centro-Oeste (61,5%).

Mesmo liderando número de empregos com carteira assinada, o Nordeste ainda tem a menor proporção de trabalhadores formais no setor privado.
Os Estados nordestinos também lideraram o crescimento de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado, com alta na região de 10,4%. A expansão foi mais de duas vezes superior à nacional, de 5,1%, e, em números absolutos, ficou abaixo apenas do Sudeste, que teve 799 mil vagas criadas, contra 582 mil do Nordeste. 

Ainda assim, o Nordeste tem a menor proporção de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, 63,7%, ante 78,1% do Brasil e 85,6% do Sul, que tem a maior formalização. No Nordeste, 29,4% da população trabalha por conta própria, enquanto no Brasil a taxa é 22,9%. A Região Norte tem um percentual ainda maior de pessoas nessa situação: 29,8%.

Se levada em conta a formação, o Nordeste é a região onde há menor escolaridade entre a população ocupada: 10,3% não têm instrução alguma, 30% cursou o ensino fundamental incompleto e 9,3%, apenas o fundamental completo. Por outro lado, 10,6% dos trabalhadores têm nível superior.

No Brasil, o percentual sem instrução é 5,1%, os que não completaram o fundamental somam 25,4%, e quem completou somente essa etapa escolar, 10,9%. Outros 11,1% têm nível superior.

A maior escolarização está no Sudeste, que tem 2,5% da população ocupada sem instrução, 21,8% com ensino fundamental incompleto, e 11,3% com fundamental completo. O percentual do nível superior, no Sudeste, chega a 19%.

Um comentário:

  1. Chamo a atenção para os números, muito bem destacados pelo Motta.

    ResponderExcluir