sábado, 11 de setembro de 2010

Uma guerra, não uma eleição

Erenice: "Sinto-me atacada em minha honra"

O que se vê no Brasil não é uma campanha eleitoral. É um massacre que os meios de comunicação promovem contra uma candidatura e um partido que odeiam. Não há mais freios, nem escrúpulos, nem ética.
A resposta da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, ao panfleto travestido em revista, mostra a que ponto a imprensa brasileira chegou como instrumento ideológico-partidário.
E são essas as pessoas que falam em nome da "liberdade" - oh!, que conceito enxovalhado! - de expressão!
A nota da ministra-chefe da Casa Civil é um documento imprescindível para desmascarar mais essa tentativa de golpe eleitoral:
Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:
1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares - as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;
2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;
3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;
4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.
Brasília, 11 de setembro de 2010.

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