sábado, 4 de setembro de 2010

Impostos e mitos


A Receita Federal fez um interessante estudo que desmascara as informações incessantemente divulgadas pela oposição sobre o peso "sufocante" dos impostos cobrados no país.
Segundo ele, a carga tributária do Brasil é maior do que a de países como o Japão, os Estados Unidos, a Suíça e o Canadá, mas menor do que de muitos outros membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento, a OCDE, clube que reúne os países maos ricos do mundo. Os dados são de 2008.
Enquanto o peso dos impostos no bolso do cidadão chegou, naquele ano, a 34,41% no Brasil, no Japão ficou em 17,6%. A carga também foi menor, por exemplo, no México (20,4%), na Turquia (23,5%), nos Estados Unidos (26,9%), na Irlanda (28,3%), Suíça (29,4%), no Canadá (32,2%) e na Espanha (33%).
Acima do Brasil, ainda na comparação com os países da OCDE, ficam o Reino Unido (35,7%), a Alemanha (36,4%), Portugal (36,5%), Luxemburgo (38,3%), a Hungria (40,1%), Noruega (42,1%), França (43,1%), Itália (43,2%), Bélgica (44,3%), Suécia (47,1%) e Dinamarca (48,3%). Fora da OCDE, o estudo da Receita destaca a Argentina (29,3%).
“A comparação com outros países é importante e serve como referência, só que a carga tributária de um país reflete muito o Estado que se tem. A Constituição brasileira traz obrigações que impõem certos gastos dos quais não há como fugir”, explicou o subsecretário de Tributos e Contenciosos da Receita Federal, Sandro de Vargas Serpa.
Segundo ele, em tese, países mais liberais, que não oferecem certos serviços públicos para a sociedade e não têm a Previdência administrada pelo setor público, por exemplo, têm carga tributária menor. “Países que têm o perfil mais ligado ao atendimento de forte demanda social à população notadamente têm uma carga tributária bruta maior. O Brasil se encontra no meio desse caminho”, afirmou.
No ano passado, a carga tributária caiu para 33,58% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008 – quando o Brasil começou a sentir mais fortemente os efeitos da crise apenas no último trimestre – a carga tributária alcançava 34,41% do PIB. (Com informações da Agência Brasil)

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