O total de pessoas com acesso residencial à internet no Brasil chegou a 27,5 milhões em maio, segundo pesquisa Ibope/NetRatings. Os internautas residenciais ativos, que se conectaram pelo menos uma vez em 30 dias, somaram 17,9 milhões no mês, 13% a mais do que em abril. O levantamento mostra ainda que já são 33,1 milhões no país as pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais).
Taí. Os números falam por si mesmos. Nenhuma mídia, em toda a história, teve um crescimento tão explosivo quanto a internet.
Para o bem ou para o mal, ela veio para ficar e promover uma revolução no mundo.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Bicões na festa
Como é um território livre, a internet está sujeita a todo tipo de ação. Grande parte de seu conteúdo é de extrema relevância e muitos de seus atores estão prestando um serviço de inestimável valor para a humanidade, por permitir que seus conhecimentos, suas idéias, informações e pesquisas sejam compartilhadas, checadas e debatidas por todos.
Porém, uma parcela significativa usa a internet para outros meios. Não estamos falando daqueles que têm objetivos puramente comerciais, já que isso é inerente a qualquer mídia, e sim dos que se utilizam da rede para extravasar ódios e preconceitos, espalhar a violência e a intolerância. São inúmeros os blogs e grupos de discussão dedicados a esse fim, muitos camuflados e outros tantos abrigados em endereços que se supõem acima de quaisquer suspeitas.
Embora esses sejam fenômenos antigos, nem por isso devem ser desconsiderados nem subestimados. O tempo será o melhor juiz para tais sujeitos que pretendem, com seus insultos, intimidar vozes mais cordatas. Acabarão apagados, como arquivos desnecessários e até mesmo indesejáveis.
Porém, uma parcela significativa usa a internet para outros meios. Não estamos falando daqueles que têm objetivos puramente comerciais, já que isso é inerente a qualquer mídia, e sim dos que se utilizam da rede para extravasar ódios e preconceitos, espalhar a violência e a intolerância. São inúmeros os blogs e grupos de discussão dedicados a esse fim, muitos camuflados e outros tantos abrigados em endereços que se supõem acima de quaisquer suspeitas.
Embora esses sejam fenômenos antigos, nem por isso devem ser desconsiderados nem subestimados. O tempo será o melhor juiz para tais sujeitos que pretendem, com seus insultos, intimidar vozes mais cordatas. Acabarão apagados, como arquivos desnecessários e até mesmo indesejáveis.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Pragmático
A nova era Dunga aprofunda a mediocridade da era Parreira. Como nos times pequenos, a prioridade de sua seleção é não tomar gols. O futebol fica cada vez mais burocrático, feio, previsível, fugindo completamente do estilo brasileiro feito de improvisações desconcertantes.
Como técnico, Dunga é mais ou menos como aquele sujeito que quer vencer a qualquer custo, nem que para isso tenha de abandonar a sua própria identidade.
Se ele foi assim como atleta, deveria, para o bem dos fãs do futebol, ter deixado esse comportamento de lado agora que comanda a seleção mais importante do mundo.
Como técnico, Dunga é mais ou menos como aquele sujeito que quer vencer a qualquer custo, nem que para isso tenha de abandonar a sua própria identidade.
Se ele foi assim como atleta, deveria, para o bem dos fãs do futebol, ter deixado esse comportamento de lado agora que comanda a seleção mais importante do mundo.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Paladinos da democracia
A revista Imprensa promoveu encontro entre o dono da RCTV, da Venezuela, que teve a concessão não renovada pelo governo de Hugo Chávez, e seus colegas brasileiros. Pelo relato da agência Carta Maior, o "Ato em Defesa da Liberdade de Expressão" foi uma demonstração patética de como agem as elites para se preservar. Vale tudo, a mentira é escancarada às últimas conseqüências - manifestantes com narizes de palhaços foram mantidos à distância dos paladinos da democracia.
Eles estão no seu papel. Defendem, com todas as armas, seus privilégios. É de se esperar que o governo Lula cumpra o seu e fique atento a respeito do poder que têm os oligarcas midiáticos - umas poucas famílias que controlam, neste imenso país, toda a informação.
Eles estão no seu papel. Defendem, com todas as armas, seus privilégios. É de se esperar que o governo Lula cumpra o seu e fique atento a respeito do poder que têm os oligarcas midiáticos - umas poucas famílias que controlam, neste imenso país, toda a informação.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Entre iguais
Depois de se dizer um soldado do partido, o nosso Geraldo resolveu compartilhar seus conhecimentos de grande gestor público - aperfeiçoados em Harvard - com uma seleta platéia que pagou R$ 300 per capita para ouvi-lo na Casa do Saber paulistana - também conhecida por Daslusp.
Foi um sucesso. E para o êxito do curso contribuiu, além do carisma do professor, tão atilado em seus comentários sobre essa gentalha que ora manda neste país, o excelente vinho servido - à vontade - nas pausas das exaustivas lições.
Ah, como é bom estar entre os seus!
Foi um sucesso. E para o êxito do curso contribuiu, além do carisma do professor, tão atilado em seus comentários sobre essa gentalha que ora manda neste país, o excelente vinho servido - à vontade - nas pausas das exaustivas lições.
Ah, como é bom estar entre os seus!
domingo, 1 de julho de 2007
Cassandras modernas
Os profetas do caos vêem tudo negro. São os aviões que não voam, os juros que não caem, o dólar que não sobe, a energia que vai faltar, a violência que aumenta, a corrupção que não cessa. Nada presta para eles neste país.
Interessante é que tiveram todo o tempo do mundo para consertar os males que hoje apontam como sinal do fim do mundo.
Estiveram com o poder quase absoluto nas mãos - e o que fizeram?
Contentaram-se em exaltar a própria mediocridade, como se ela pudesse perpetuá-los em sua insignificância.
Foram justamente apeados do trono e agora, despeitados, agouram cataclismas.
Não merecem ser levados a sério.
Interessante é que tiveram todo o tempo do mundo para consertar os males que hoje apontam como sinal do fim do mundo.
Estiveram com o poder quase absoluto nas mãos - e o que fizeram?
Contentaram-se em exaltar a própria mediocridade, como se ela pudesse perpetuá-los em sua insignificância.
Foram justamente apeados do trono e agora, despeitados, agouram cataclismas.
Não merecem ser levados a sério.
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